Dos smart watches aos prontuários eletrônicos, tecnologia está a favor da saúde

Quantas pessoas você conhece que já monitoram batimentos cardíacos, ritmo de atividades físicas e qualidade do sono, por exemplo, através de smart watches? Parte cada vez mais ativa da rotina de instituições e famílias, o uso da tecnologia em favor da saúde deve se intensificar nos próximos anos. A busca por hábitos de vida mais saudáveis e a popularização da chamada medicina 4P (atrelada ao conceito de uma saúde preventiva, preditiva, personalizada e participativa) devem ser facilitadas em 2020, enquanto a predição de doenças e o uso de wearables devices (dispositivos vestíveis) vão ganhando espaço junto à população. Empresas como a pernambucana MV, pioneira em seu segmento no Brasil e líder nos processos de transformação digital da saúde na América Latina, vão protagonizar as mudanças e aproximá-las da sociedade em geral.
Isso porque, enquanto as pessoas aderem à tecnologia e aproveitam cada vez mais conscientemente os recursos de seus acessórios de monitoramento (como relógios e aplicativos), as organizações de saúde precisam se adaptar a um novo perfil de indivíduos: mais atentos e mais participativos em seus tratamentos. A ideia, nesse contexto, é que os dados acumulados em todos os dispositivos e nos centros de saúde por onde as pessoas passarem sejam reunidos e cruzados entre si, possibilitando diagnósticos mais assertivos, tratamentos mais eficazes e menores chances de erros médicos. “A interoperabilidade é fundamental para medidas que envolvam populações, sejam elas de um país, uma cidade ou mesmo de um único hospital. Ela permite mapear situações de risco, como a incidência de uma doença infectocontagiosa, por exemplo, e agir na prevenção, com ações que vão além da saúde, envolvendo também a gestão pública. O volume de dados trabalhados nessas estratégias é enorme e a integração é decisiva para ampliar a qualidade e a assertividade desse tipo de assistência”, explicou Kleber Araujo, CMIO da MV, em webinar promovida pela empresa.
A desospitalização de pacientes, o ganho de eficácia nos tratamentos e a predição (que permite identificar possíveis riscos a partir de informações clínicas prévias, de seus familiares e de grupos de risco dos quais ele faz parte) estão entre os grandes propósitos do uso de tecnologias digitais da saúde – que facilitam, ainda, avaliações de desempenho dentro dos diferentes setores de um hospital –, uma macrotendência no setor. “Os hospitais estão transformando os dados, digitalizando todas as informações. Quando trocamos manuscritos por dados armazenados em nuvem, tudo o que você faz em relação ao tratamento de um paciente específico se transforma em conhecimento compartilhado, geral”, afirma Emerson Zarour, diretor de Inovação da MV.
O que é o prontuário eletrônico?
Considerado o “coração” da saúde digital, o prontuário eletrônico é peça-chave para o entendimento e a consolidação desse processo: é através da sistematização de dados recolhidos durante todas as consultas e exames clínicos ao longo da vida do paciente – somados aos dados fornecidos por wearables e aplicativos – que a medicina preditiva ganha vigor. “O prontuário eletrônico é o coração da saúde digital, porque reúne todos os dados do paciente dentro das instituições de saúde. Ele passa a ser chamado de registro eletrônico de saúde, sendo aquele que concatena todos os outros, entre prontuários de hospitais, laboratórios, consultórios…”, destrincha Deise Cavalcanti, gerente de Marketing e Comunicação da MV. No futuro, a partir da análise dos dados em sequência, os prognósticos, tratamentos e as tendências serão mais facilmente determinados.
O que são as tecnologias vestíveis?

Os wearables devices, também conhecidos como dispositivos vestíveis, colaboram com a computação cognitiva, atuando como fonte de informação pessoal e individualizada sobre o paciente. Objetos como relógios, roupas e outros acessórios monitoram o período pré, o durante e o pós-tratamento, através de biossensores que monitoram sinais vitais e podem enviar, em tempo real, as informações a um hospital, clínica ou operadora de saúde. O processo facilita o acompanhamento à distância de pacientes com doenças crônicas e pode servir para nutrir os prontuários eletrônicos dos indivíduos e alimentar banco de dados das organizações de saúde.
