Versão live-action de Mulan terá mudanças importantes no enredo

O clássico vai ganhar sua versão live-action em menos de um mês e promete surpreender com muitas mudanças. Na nova história de Mulan, a lendária guerreira chinesa, não teremos mais os personagens Mushu, nem as músicas clássicas da animação e, definitivamente, não teremos Li Shang, o líder do exército chinês que se apaixona pela heroína.
Em uma entrevista ao Collider, o produtor Jason Reed se propôs a explicar o motivo pelo qual o personagem foi cortado da nova versão da história. De acordo com ele, a decisão teve a ver com um popular movimento social que denuncia casos de assédio no trabalho. “Nós dividimos Li Shang em dois personagens. Um se tornou o Comandante Tung (Donnie Yen), que serve como seu pai adotivo e mentor ao longo do filme. O outro é Honghui (Yoson An), que é um colega de Mulan no esquadrão. Eu acho que, particularmente na era do movimento #MeToo, ter um oficial comandante que também é o interesse amoroso e sexual era muito desconfortável e não achávamos que isso seria apropriado”, explica Jason.
Apesar da justificativa, muitos fãs não compararam o discurso, já que na animação, Shang aparece apaixonado por Mulan. Entretanto, o personagem só investe na heroína quando ela já não faz mais parte do exército e, portanto, não é mais subordinada dele. Muitos também creem que isso tenha partido de uma decisão da Disney de corrigir um “erro histórico” com o personagem, já que, na animação, o guerreiro demonstra ser bissexual ao se apaixonar por Mulan enquanto ainda acredita que ela é um homem, algo que o estúdio inseriu no filme original sem perceber.
Confira o trailer:
