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Música feminista da pernambucana Doralyce é enaltecida no BBB

Ao escutarem a música Miss Beleza Universal as sister comemoraram. Marcela não conseguiu conter a felicidade e afirmou: “Doralyce, eu sei que eu tô no padrão. Mas, com todo respeito do mundo: você é Foda”. Thelma e Mari Gonzalez se juntaram a médica para cantar e dançar a canção que exalta o feminismo.

Em seu perfil no Instagram, a pernambucana Doralyce celebrou o reconhecimento e aproveitou para reforçar a importância da luta contra o patriarcado. “As oportunidades são pequenas pra mostrar meu trabalho, poucas pessoas sabem meu nome, me chamam Miss Beleza Universal. Não sabem a diferença da criatura e da criação. A música chega, mas Doralyce, tem ficado muitas vezes só na garganta de quem apresenta a canção. A presença e a fala política incomoda e muitas vezes assusta os contratantes brancos deve ser por isso que não estou nos lines dos Festivais”, revelou.

Na edição do Big Brother Brasil em que o feminismo e machismo foram debatidos constantemente, a canção é apenas mais uma forma de reforçar a importância que esses temas exercem na sociedade. Ainda em sua publicação, a cantora e compositora convocou todos a não desistirem de conquistar seu espaço. “Eu preciso que vocês lutem comigo! O mundo precisa que vocês sejam antirracistas. Na pandemia, morremos mais. Não adianta se dizer feminista se a sua luta não abraça a vida das pessoas pretas e indígenas”, finalizou.

Confira:

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*TEXTÃO* “ Doralyce, eu sei que eu tô no padrão. Mas, com todo respeito do mundo: você é Foda “ @marcelamcgowan no @bbb Enquanto o ódio impera, falar sobre afeto é muito importante. Normalmente, eu sou prolixa. Mas quero usar este mote para falar de dois enfoques: Guerra de Narrativa: Ano passado, a cantora feminista @gabhebling apresentou “ Miss Beleza Universal “ pro Brasil no @bbb Hoje, acordei com esse vídeo. Mais uma vez, contra a hegemonia patriarcal, a gente consegue tocar num lugar que amplifica ideias. Mas confesso, que normalmente as portas continuam fechadas pra nós. Digo, pessoas pretas, indígenas, latinas, mulheres, nordestinas. Nossas vozes roucas ecoam pelos corações que a gente consegue tocar. @marcelamcgowan me conheceu cantando na Ocupação @movimentosemtetodocentro junto com @igrejalesbiteriana pedindo a liberdade de @pretaferreira. Não faço arte por acaso, eu acredito que este é o meio mais profundo de tocar almas, de levar conhecimento, de elevar o pensamento. Mesmo assim, há um epistemicidio gigante. Minha música chega antes de mim, pelas DJs, rodas de samba, blocos de carnaval, e artistas que interpretam. As oportunidades são pequenas pra mostrar meu trabalho, poucas pessoas sabem meu nome, me chamam Miss Beleza Universal. Não sabem a diferença da criatura e da criação. A música chega, mas Doralyce, tem ficado muitas vezes só na garganta de quem apresenta a canção. A presença e a fala política incomoda e muitas vezes assusta os contratantes brancos deve ser por isso que não estou nos lines dos Festivais. Mesmo contra toda força do patriarcado, hoje: EU VENCI a Guerra de Narrativa. O segundo apontamento é para as pessoas que assim como @marcelamcgowan sentem amor pelo meu trabalho. O meu apelo é para vocês. Além de Amar o meu trabalho, AMEM a minha vida. AMEM A VIDA DAS PESSOAS pretas, amem a das mulheres pretas, das mulheres indígenas. A gente tá morrendo, o estado e essa sociedade mata a gente Psicologicamente quando não atira. Eu preciso que vocês lutem comigo! O mundo precisa que vocês sejam antirracistas. Na pandemia, morremos mais. Não adianta se dizer feminista se a sua luta não abraça a vida das pessoas pretas e indígenas. E aí?

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Author: Marcela Nunes

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