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Vale a pena ler este oportuno artigo de Francisco Cunha sobre o perigo de uma seunfa onda do coronavírus:

“Pelos dados disponíveis até o momento, tudo parece levar a crer que tanto a Europa quanto os EUA estão passando pelo recrudescimento severo dos contágios e mortes pela Covid-19. E isso é um sinal muito preocupante em relação ao Brasil e, em especial, ao Nordeste, uma vez que, assim como na primeira onda, nós poderemos ser a “bola da vez”, em sequência ao que está acontecendo por lá, logo agora que os indicadores de contágio e óbitos chegaram no Brasil aos números mais baixos desde abril.

E essa preocupação aumenta mais ainda quando se observa entre nós (no Nordeste, até, aparentemente mais ainda) todo tipo de concentração pré-eleitoral, conforme atestam vídeos diversos, sem os cuidados básicos de distanciamento recomendados pelas autoridades sanitárias. Além disso, vemos também a redução dos cuidados básicos nas concentrações em eventos, bares, praias…A impressão que dá, infelizmente, é a de que uma boa parcela da população resolveu decretar o fim da pandemia sem combinar com o vírus. Isso faz com que o risco da segunda onda seja cada dia mais real conforme vemos na Europa. Uma segunda onda no Brasil, em especial no Nordeste, como parece, inclusive, já estar acontecendo no Amazonas, seria sem sombra de dúvidas uma tragédia maior que a outra em termos sanitários e econômicos.

Cabe a todos os mais esclarecidos agirem e perseverarem contra também esta onda de displicência para tentar evitar o

pior. Afinal, os cuidados básicos continuam mais do que nunca necessários, em especial no que diz respeito ao protocolo bási-co de distanciamento (uso de máscara em ambientes coletivos; distância mínima de 1,5 metro entre pessoas; lavagem contínua das mãos — com água e sabão ou álcool 70 — em especial logo antes e logo depois de levá-las aos olhos, nariz ou boca).Tenho ouvido muita gente dizer algo do tipo: “Ah!, quer saber, enchi dessa pandemia! Vou flexibilizar!” Só que o vírus não estánem aí para quem se encheu ou não. Aliás, acho até que ele tem preferência por quem se “encheu”. O descuido compromete a vida de todos, em especial dos muitos vulneráveis, tanto em termos de saúde como econômicos. Um apelo eloquente: não vamos nos descuidar porque o perigo ainda está (muito) presente!”

Author: João Alberto

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