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Baile do Menino Deus vira filme dirigido por Tuca Siqueira e Pedro Sotero

Espetáculo consagrado que reúne milhares de turistas e conterrâneos no Marco Zero do Recife ganha nova versão. Em um momento de isolamento social vivido no mundo inteiro, o Baile do Menino Deus convida os brasileiros para “abrirem suas portas” para a chegada do “Menino Divino”. Este ano, o Baile natalino que faz uma leitura irreverente do nascimento de Jesus Cristo, vai chegar nas casas dos brasileiros entre os dias 23, 24 e 25 de dezembro, através de um telefilme. A produção vai ser assinada por Tuca Siqueira e Pedro Sotero.

O longa inédito da grande ópera popular nordestina, que se orienta nas tradições de festas e representações teatrais do ciclo natalino, incorporadas às mais diversas culturas do Brasil, começa a ser gravado a partir desta quinta-feira (12). Contando com direção geral de Tuca Siqueira (Amores de Chumbo e Fashion Girl) e direção de fotografia de Pedro Sotero (premiado em Cannes com o filme Bacurau), a novidade promete agradar os fãs do espetáculo.

>> O filme

A proposta do telefilme é encenar a apresentação da mesma forma que ela é todos os anos no Marco Zero, usando a linguagem do cinema mas sem perder nenhuma característica própria da montagem. “Assisti o Baile pela primeira vez no ano passado. Me emocionou muito pela ousadia e coragem política de se apresentar uma Maria negra e um José rastafari. Tudo isso me dá muito mais orgulho de ter recebido o convite para dirigir o espetáculo. Foi um presente pra mim e será uma grande surpresa para o público”, conta Tuca.

Diretor de fotografia desde 2006 no Recife, lugar onde desenvolveu uma consistente filmografia de curtas e longas-metragens, Pedro Sotero fotografou filmes que incluem três seleções oficiais no festival Cannes, à exemplo de  “Aquarius”“Bacurau” e “O Som ao Redor”. Em 2018 ganhou o prêmio de melhor fotografia no SSIFF, com longa argentino “Rojo” e em 2019,  trabalhou na pesquisa, roteiro e fotografia do filme instalação SWINGUERRA, obra selecionada pra representar o Brasil na Bienal de Veneza e finalista do prêmio ABC 2020.

A diretora de produção Carla Valença e Ronaldo Correia de Brito, criador e roteirista do Baile, oficializaram a ideia de transformar o espetáculo em filme, no mês de agosto. “Estremecemos só em pensar, mas partimos para o desafio de realizar três produções, dentro de uma mesma e gigante produção, que é a do Baile”, para não deixar o público sem o espetáculo”, comenta Ronaldo.

Author: Marcela Nunes

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