Projeto Onda de Inclusão e Rush Praia levam alunos assistidos para dia de surf
Por Mariane Magno

Formado por um grupo de fisioterapeutas, o projeto social Onda de Inclusão com apoio da Rush Praia, levam pernambucanos amputados para o primeiro contato com o mar após período de reabilitação e treinamento. Neste sábado (12), equipe e alunos pegarão ondas na Praia do Cupe, no município de Ipojuca, das 8h às 12h, mostrando o poder da transformação do esporte na vida de pessoas com deficiência.
Coragem, reabilitação motora, fortalecimento da autoestima motivam o grupo que leva através dos cuidados da fisioterapia e do esporte, as novas possibilidades para a vida dos alunos assistidos. “Entre eles, as histórias são diversas e que não terminaram com a amputação de um membro. Desde vítimas de acidentes automobilísticos, amputados por complicações em tumores até sobreviventes de ataques de tubarão, reunidos para melhorar a mobilidade reduzida e transformar as limitações em combustível para uma vida plena”, explica Luiz Felipe, fisioterapeuta e idealizador da Onda de Inclusão.

“Acreditamos nos benefícios do contato com o sol, o mar e o esporte para construir felicidade e bem-estar. Somos parceiros da Onda de Inclusão e vimos o projeto amadurecer. Num ano tão desafiador, precisamos reconectar aos nossos propósitos, a alegria do encontro com o mar, para coroar os esforços e todo o treino. É um ato de carinho e comemoração para essas conquistas que obtivemos juntos”, avalia Louise Vas, sócia da Rush Praia.
A empresa, pernambucana de corpo e alma, tem compromisso com o desenvolvimento de ações locais em várias frentes. Entre coleções e apoios, a Rush promove elevação da cultura do estado e ações afirmativas, como a Onda de Inclusão, que transformam a realidade local. “Nosso compromisso social é estendido ao fomento de ações e ao emprego de alta tecnologia na produção de suas peças, que unem proteção, design e matéria-prima de baixo impacto ecológico”, completa.
>>ONDA DE INCLUSÃO
A ideia em trazer isso para a região surgiu durante o estágio obrigatório de alunos de uma faculdade de saúde de Recife na Ortopedia Boa Viagem no ano de 2018. A equipe é formada por uma equipe de sete fisioterapeutas, uma estudante de fisioterapia mais três instrutores de surf, sob coordenação de Luiz Felipe e Klessia Guimarães.
>>SURF ADAPTADO
O Brasil é uma das maiores potências mundiais no surf tradicional e no surf adaptado. A modalidade que reúne a paixão pelo esporte e contato com o mar pode ser praticada com tranquilidade por pessoas com deficiência.

As pranchas possuem formatos adaptados às necessidades de cada praticante, a depender do tipo de limitação e/ou lesão. De forma geral, são mais largas para garantir melhor flutuação e podem também ter na sua estrutura alças que melhoram a estabilidade do surfista, permitindo que ele se segure, por exemplo. Em 2018, o Brasil mantinha 11 entre os 22 melhores surfistas do ranking mundial. No surf adaptado, nosso país já se destaca em circuitos internacionais como o International Surf Association, com duas medalhas de ouro por equipe.
