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Em segunda instância, Justiça italiana condena Robinho a 9 anos de prisão

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

Na última terça-feira (9), a Corte de Apelação de Milão confirmou a condenação em segunda instância do jogador Robinho. Ele e seu amigo, Ricardo Falco, receberam uma sentença de 9 anos por estupro coletivo de uma jovem albanesa, na madrugada de 23 de janeiro de 2013, numa boate de Milão. A decisão já havia sido proferida em dezembro do ano passado, mas veio à público ontem, um dia antes de vencer o prazo legal para a publicação, formalizando a condenação.

No documento, as juízas Francesca Vitale, Paola Di Lorenzo e Chiara Nobili destacaram “particular desprezo (do jogador) em relação à vítima, que foi brutalmente humilhada” e a tentativa de “enganar as investigações oferecendo aos investigadores uma versão dos fatos falsa e previamente combinada”.

A defesa de Robinho deve apresentar recurso na Corte de Cassação, a terceira instância. Os advogados do jogador possuem 45 dias para recorrer. Só a partir da última instância, pode ser considerado culpado, segundo a Justiça italiana.

>>O CASO

Como informado no Futebol UOL, o crime teria ocorrido em Milão, na boate Sio Café, durante a madrugada de 22 de janeiro de 2013, ocasião em que a vítima comemorava seu aniversário. Além de Robinho, que na época defendia o Milan, e Falco, outros quatro brasileiros foram denunciados por terem participado do ato. Mas como já haviam deixado a Itália no decorrer das investigações, não puderam ser notificados da conclusão. O caso contra eles está suspenso até o momento. Robinho foi contratado pelo Santos em outubro de 2020, mas teve o contrato suspenso após protestos de patrocinadores e torcedores. Antes de tomar uma decisão definitiva, o clube decidiu aguardar a segunda instância, que confirmou a condenação em dezembro. Apesar disso, o Santos alegou dificuldades financeiras para não romper com o jogador e preferiu esperar que o contrato terminasse. O vínculo se encerrou há cerca de dez dias. Hoje, Robinho está sem clube.

Author: Mariane Magno

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