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O déficit de enfermeiros e técnicos de enfermagem especializados em UTI

Coronavirus-Covid-19 – Movimentação de ambulâncias, pacientes, enfermeiros, bombeiros e socorristas no Hospital Regional da Asa Norte, local de referência para paciebtes com a Covid-19. Sérgio Lima/Poder360 04.04.2020

Segundo um levantamento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), realizado em maio de 2020, o déficit de enfermeiros e técnicos de enfermagem especializados em UTI, durante o período inicial da pandemia, já estava em torno de 17 mil em todo o país. Para alguns hospitais, a alternativa encontrada, durante a pandemia, foi a de efetivar os temporários e submetê-los a um treinamento para qualificação – “o investimento na efetivação faz com que esses profissionais passem por um programa de integração intensiva da equipe e se tornem aptos a exercer um trabalho na UTI de forma mais preparada para lidar com os desafios do dia a dia”. A falta de profissionais de saúde afeta também a rotina dos já empregados. A carência de mão de obra faz com que os colaboradores aumentem sua jornada de trabalho, chegando a dobrar turnos.

“Por eventualmente já terem outro emprego, alguns deles passaram a trabalhar em duplas jornadas. Isso explica o nível de cansaço e stress aos quais são acometidos.”

Author: João Alberto

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