CBF é questionada sobre omissão de uso do número 24 na seleção brasileira

Como informado no GE, o Brasil é a única seleção nacional da Copa América sem usar o número 24 entre os convocados para a competição. O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT entrou com uma ação judicial que questiona as razões pelas quais a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não utiliza o numeral na camisa em competições oficiais.
Para quem não entende a associação entre o número 24, a explicação mais popular é que, no jogo do bicho, o número representa o veado. E enquanto a sonoridade, muitas pessoas associam o vinte e quatro à “vim de quatro”, expressão com duplo sentido.
“Sendo assim, o fato da numeração da seleção brasileira pular o número 24, considerando a conotação histórico cultural que envolta esse número de associação aos gays, deve ser entendido como uma clara ofensa a comunidade LGBTI+ e como uma atitude homofóbica”, diz trecho do Grupo Arco-Íris.O grupo pede respostas para cinco perguntas, são elas:
A não inclusão do número 24 no uniforme oficial nas competições constitui uma política deliberada da interpelada?
Em caso negativo, qual o motivo da não inclusão do número 24 no uniforme oficial da interpelada?
Qual o departamento dentro da interpelada, que é responsável pela deliberação dos números no uniforme oficial da seleção?
Quais as pessoas e funcionários da interpelada, que integram este departamento que delibera sobre a definição de números no uniforme oficial?
Existe alguma orientação da FIFA ou da CONMEBOL sobre o registro de jogadores com o número 24 na camisa?
A CBF ainda não se pronunciou sobre o assunto.
