Giro Blog

Nossa fadinha do skate é capa de revista! Rayssa Leal brilha na Marie Claire

Rayssa Leal durante o shooting para a capa de Marie Claire (Foto: FABIO BARTELT (GROUPART))

Diretamente do Maranhão, a jovem skatista seguindo colhendo os frutos de suas conquistas no esporte. Campeã olímpica aos 13 anos, Rayssa Leal, esteve em São Paulo para participar de ensaio fotográfico da revista Marie Claire, onde ela virou capa. A recepção foi digna, centenas de crianças, adolescentes e praticantes de skate se reuniram para vê-la. Simpática, Rayssa prometeu atendê-los ao final da sessão, e assim o fez: só foi embora depois que conseguiu dar atenção a todos. A fadinha que tem apenas 1,47 metro e pesa 35 quilos, não transparece qualquer deslumbre com o momento que vive. Afinal, está onde sempre quis e sonhou. Desde que um vídeo seu viralizou na internet, as coisas começaram a acontecer rapidamente para ela.

>> O começo de tudo

Foi em 2015, menos de um ano antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro, que Lilian Mendes Rodrigues Leal postou no YouTube o vídeo de sua filha Rayssa, então com 7 anos, arriscando um heelflip em uma calçada de Imperatriz, no Maranhão, onde a família vive. A menina havia acabado de deixar um desfile em homenagem à Independência do Brasil, no 7 de setembro, e tentava executar a manobra de grande dificuldade, que consiste em levantar o skate do chão com os pés, dar um giro inteiro para o lado, e cair perfeitamente em cima dele novamente. Nas duas primeiras vezes, Rayssa não se equilibrou. Na terceira, vestiu as asas de sua fantasia de fadinha e executou a manobra com maestria. Orgulhosa do desempenho da pequena, Lilian decidiu dividir aquele momento na plataforma de vídeos, e foi dormir. Não é exagero dizer que, ao acordar, a vida de Rayssa – e da família Leal como um todo – nunca mais foi a mesma.


“Quando acordei, estava lá o tuíte dele”, contou Rayssa a equipe da Marie Claire, se referindo a uma das maiores lendas do skate, o estadunidense Tony Hawk, a quem hoje chama carinhosamente de “Tonynho”. Em sua conta no Instagram, ele reproduziu o vídeo do 7 de setembro, com a legenda: “Não conheço nada sobre ela [Rayssa], mas isso é incrível: um verdadeiro conto de fadas de heelflip no Brasil”. Foi o que bastou para que a “Fadinha do skate” ficasse conhecida mundo afora. Curioso é que a própria Rayssa não liga muito para o apelido. “Sabia que não gosto tanto dele?”, conta, dando risada. “Tá bom, não é que não gosto, mas quero ser conhecida pelo meu nome. Eu sou a Rayssa Leal. Só que agora já era, né? Então, estou me acostumando, é divertido me chamarem de Fadinha. Mas meu nome é Rayssa!”, reforçou.

Ninguém da família praticava skate antes de Rayssa. Um amigo de seu pai, Matheus, foi quem a introduziu na prática. “Ele gostava muito de esportes radicais, patins, patinete, skate”, lembra. “Um dia apareceu em cima de um skate, olhei pra aquilo e disse: ‘Preciso subir, preciso tentar’. O Matheus pediu pra eu ir com cuidado, que era difícil. Eu disse: ‘Não, relaxa’. Subi e saí andando. Ele me perguntou: ‘Você já tinha subido num skate alguma vez?’, e eu: ‘Nunca vi um antes na vida’. Foi amor à primeira vista, mesmo”.

Ao perceber o interesse da filha, o pai disse que daria um skate para ela, se conseguisse descer uma rampa em uma pista em que Matheus a levou. “Fui lá e desci. Foi no meu aniversário, ganhei um skate novinho! A partir daí, comecei a andar, andar, andar e evoluir”. O treino era todo feito com base em vídeos de profissionais no YouTube que Rayssa tentava copiar.
 

Author: Marcela Nunes

Compartilhe este post