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Madame X, de Madonna, ganha filme-concerto na Paramount+

Um ato político e com pouco espaço para músicas festivas. Madonna, que foi impedida de seguir os planos da turnê “Madame X”, primeiramente por dores no joelho e depois devido a pandemia, agora vai poder entregar seu novo projeto aos fãs graças ao documentário/filme-concerto lançado, hoje (8), na plataforma de streaming Paramount+. O álbum nasceu da solidão (e até depressão, como conta Madonna no palco) sentida pela cantora ao se mudar para Lisboa, para acompanhar o sonho do filho David de se tornar jogador de futebol profissional. A diva do pop se redescobriu neste também novo (pra ela) mundo, onde aprendeu uma língua que não conhecia. O resultado foi um trabalho repleto de sotaques e personalidade.

Teatral, o show apresenta 21 músicas divididas em quatro atos e um bis. Madonna interpreta a personagem título, que se autodefine tanto como espiã quanto como “uma dançarina, uma professora, uma chefe de estado, uma governanta, uma cavaleira, uma prisioneira, uma estudante, uma mãe, uma criança, uma professora, uma freira, uma cantora, uma santa e uma prostituta.” O álbum de 2019 é o fio condutor desta narrativa. E este centro gravitacional é o melhor e o pior deste documentário, segundo a crítica. Embora tenha uma carga dramática nas canções – e, por consequência, o show seja atual e afiado -, “Madame X” não é um disco forte o suficiente para entrar no top 5 da artista.

Author: Marcela Nunes

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