“Frevo, mobilidade e ciclomoção” une ritmo e cicloações no Paço do Frevo

Com debates e bicicletada na programação, que tem inscrições gratuitas, o evento promete animar recifenses e turistas. Buscando integrar os amantes do Frevo e os ciclistas às ações de salvaguarda do ritmo pernambucano, o Paço do Frevo inicia hoje (18) o “Frevo, mobilidade e ciclomoção”. A iniciativa se divide em três dias de atividades e contará com debates sobre temas sensíveis à mobilidade ativa e ao direito à cidade, sendo esse último uma das reivindicações do estilo musical desde a sua origem. O encerramento acontece sábado (20), quando será promovida uma bicicletada para percorrer caminhos pautados pelo Frevo no Recife. A programação, remota e presencial, conta com inscrições gratuitas.
O museu realiza os encontros para resgatar a memória do ritmo e potencializar a sua relação com as ruas, uma vez que o Frevo foi criado entre o final do século 19 e início do século 20 como uma resposta das classes operárias a um período de grande opressão às expressões populares. Para contornar a censura, o gênero se desenvolveu como um suporte para que essas populações permanecessem ocupando o espaço público a partir da mistura entre capoeira, dança e música.
A resistência do povo pelo uso das ruas através do ritmo reverbera ainda hoje e encontra eco nas diversas cicloações que cobram por políticas públicas que garantam a viabilidade da mobilidade ativa, não só como esporte casual, mas também como alternativa de transporte diário. Entre essas iniciativas, estão algumas da própria comunidade do Frevo, como a “Frevocleta”, realizada pelo Paço do Frevo, que difunde o ritmo pelas ruas do Recife, através de uma bike, e convida as pessoas a se juntarem à Frevocleta e ao ritmo do Frevo.
