Curtas reforçam luta contra discriminação de pessoas trans e mulheres
“Identidade, o direito à vida transvesti” e “Mulher, Força Motriz” serão lançados nesta quinta-feira (16), em sessão aberta ao público, às 17h, na Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE). Liderada por Isabella Lessa e por meio da diretora Renata Berenguer, e a Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB/Pernambuco, os curtas-metragens foram dirigidos pela jornalista Silvia Bessa. A estreia será realizada no auditório da sede da OAB-PE, com sessão única aberta ao público, marcada por presenças de juízes, desembargadores, advogados e nomes da cena política da cidade. “Queremos provocar na sociedade um pensamento social crítico contra a discriminação e incentivar diversos olhares diferentes, além de provocar as pessoas de uma forma que o preconceito fique cada vez mais distante da sociedade”, enfatiza a diretora da ESA-PE, Renata Berenguer.
“Identidade, o direito à vida transvesti” respeita as diferenças desde o título do documentário, em valorização às transexuais e travestis, ao retratar as barreiras enfrentadas no cotidiano por mulheres e homens trans no acesso aos direitos constitucionais básicos. O ponto de partida da narrativa está nas histórias de mulheres e/ou homens trans ou de pessoas de reconhecido trabalho como ativistas na causa, pautada em três eixos: violência, trabalho e família. Uma delas é a advogada e co-deputada estadual de Pernambuco, Robeyoncé Lima, que tem um grande simbolismo para a população. “A gente trouxe um pouco da narrativa da história de vida dessas mulheres e desses homens trans. Essas pessoas foram entrevistadas onde quiseram para que se sentissem mais à vontade e que mostrassem a inserção em seus meios, seja na família, no trabalho, nas instituições que promovem o ativismo”, relata a jornalista Silvia Bessa.
A série “Mulher, Força Motriz”, composta por três episódios documentais, relata as dificuldades e superações de mulheres convidadas para a produção audiovisual com o objetivo de incluir, promover um debate social com olhar crítico e ampliar a conscientização da população sobre problemas enfrentados pelas mulheres, com base em três pilares: resiliência, criatividade e articulação social. A contextualização também contou com a colaboração de transformadores sociais representados pelas figuras de promotoras, advogada militante na causa, parlamentar e gestora pública. A advogada e professora Renata Berenguer e a Comissão da Mulher Advogada, por meio da advogada Daniela Mello, coordenam o projeto de incentivo à cidadania.
As gravações foram feitas no Recife e em cidades da Região Metropolitana da capital, além de municípios como Itamaracá, Jaboatão e Olinda durante um mês e meio de produção e filmagem com direção de Silvia Bessa. “Tivemos o desafio de quebrar paradigmas e ir além quanto ao formato tradicional de debate, costumeiramente dentro de escritórios. Levar para as ruas uma estrutura que capturasse o sentimento de ansiedade e desejos de pessoas anônimas, respeitando o lugar de fala de cada uma, seus ambientes de moradia ou trabalho, símbolos de enfrentamentos e militância. Isso exigiu uma grande força-tarefa operacional”, destaca Renata Berenguer. “Espera-se que esse documentário se torne importante instrumento de pesquisa e referência educacional para aulas tanto da própria ESA quanto de parceiros, governamentais ou privados”, completa Renata.
“Identidade, o direito à vida transvesti” (30’)
As lutas enfrentadas por pessoas trans e travestis no acesso a direitos básicos.
“Mulher, Força Motriz” (Três episódios com duração entre 20’ e 30’)
Em uma série de três episódios, mulheres contam suas lutas contra o racismo e a discriminação estrutural, dando lições de empoderamento, sororidade, superação e esperança.


