Brega das Antigas e Orquestra de Frevo comandam agito no Empório Olinda

No próximo sábado(05), acontece o bailinho do bloco Mulheres em Pauta. O Empório Sertanejo em Olinda vai receber, a partir das 19h, o evento que reúne grandes nomes do cenário brega, entre eles a Banda Sedutora e a participação especial da cantora Carina Lins, ex-banda Carícias, que coleciona grandes sucessos como Vou Calar Sua Boca, Não dá Mais, Digo Não. Ao som da Banda Sem Razão, o público vai curtir muito pagode e mais as participações da banda Praktá, do cantor Gutto César, Cheila Swing do Pará, Wagnho e Luca de Melo. O bloco acontece sempre após o final da semana de encerramento do ciclo carnavalesco desde 2019. Este ano mais uma vez, o evento não poderá tradicionalmente acontecer na rua, como era de costume antes da pandemia. E cumprindo todos os protocolos sanitários, será presencial com o público reduzido.
Se ainda este ano acontecer o carnaval, em outra data, as homenagens que foram programadas para 2021 estarão mantidas. Fazendo festa e celebrando nomes como Geraldo Freire, Mônica Silveira, Eliana Victório, Isly Viana, Lia de Itamaracá e Nadya Alencar que são representantes da cultura e jornalismo Pernambucano. Com o tema do ano passado “O que cabe aos gêneros são assuntos de todos. Liberdade e Igualdade entre homens e mulheres”, o bloco faz um alerta a sociedade para a igualdade de gêneros e uma sociedade justa.
Segundo a jornalista Manuela Alves, responsável pelo bloco, o tema é um sinal para o futuro e diz: “Infelizmente a sociedade tem essa coisa de diferenciar mulheres e homens em uma prática social e atribuir um maior valor às características masculinas. Essa diferença com uma atribuição de maior e menor valor é o começo dessa desigualdade, para que a gente equilibrar essa balança seria necessário ser desconstruído tudo que já foi imposto desde a infância, porque se foi aprendido dessa forma pode ser aprendido de outra que possibilite às mulheres desenvolverem seu pleno potencial e acessarem às oportunidades da mesma maneira que os homens. As pessoas têm muito medo do feminismo, dos movimentos emancipatórios das mulheres, dessa nova ordem social em que mulheres e homens possam viver em igualdade. Ainda é um assunto que precisa ser discutido, sem dúvidas cabe para o momento em que vivemos”, destaca.
