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A volta dos cruzeiros marítimos

transatlântico

Para quem vem de dois anos de tensão com a pandemia de Covid-19, quando máscaras se tornaram peças fundamentais do vestuário, embarcar num navio de cruzeiros nos Estados Unidos é quase chegar a uma praia de nudismo. Não, não há ninguém sem roupa, apenas milhares de pessoas com rostos descobertos, num sinal de que o antigo normal, ao menos a bordo, está quase visível no horizonte. Desde o começo de março a proteção facial não é mais obrigatória entre os passageiros das maiores companhias do setor naquele país. Um clima de otimismo que aumentou desde o último dia 30, quando as autoridades sanitárias americanas retiraram os alertas de risco de contágio a bordo dos transatlânticos.

A decisão do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), foi recebida com grande entusiasmo pelo setor, um dos mais afetados pelo novo coronavírus. Para a diretora geral da Norwegian Cruise Line no Brasil, Estala Farina, a medida contribui para a percepção de segurança nos cruzeiros, especialmente pelo público em geral.— Já estávamos muito confortáveis com as condições de embarque desde o retorno da NCL à navegação, em julho de 2021, mas, sem dúvida o endosso do CDC ajudará na retomada das viagens internacionais — espera a executiva da armadora sediada em Miami e que emprega a maior parte de seus 17 navios no mercado americano.

O endosso, no entanto, não é um sinal verde para a suspensão de todas as medidas de segurança sanitárias a bordo, conforme acredita Ricardo Amaral, que foi vice-presidente da Royal Caribbean para a América Latina e atualmente é CEO da R11 Travel, representante oficial da armadora americana no Brasil.

— O que o CDC fez foi reconhecer que os protocolos adotados pelas companhias, de maneira geral, estão funcionando muito bem —acredita. — A obrigatoriedade de testes negativos e vacinas para embarcar é o que tem ajudado a manter a situação sob controle. As medidas são revistas frequentemente pelos técnicos das companhias, que não abrirão mão deste controle por enquanto.

Quando a decisão do CDC foi anunciada, na semana passada, Amaral estava a bordo do Wonder of the Seas, o maior navio de cruzeiros da atualidade. Era sua primeira viagem sem o uso obrigatório de máscara, mesmo em ambientes fechados. As principais companhias de cruzeiros do país, como Royal Caribbean, Norwegian e Carnival, tornaram opcional o uso de máscara por passageiros completamente vacinados a bordo em 1º de março. Antes disso, a proteção facial era obrigatória em ambientes comuns fechados, como os teatros e lounges.

O último momento em que a máscara esteve presente nos rostos dos passageiros foi no terminal de embarque, no porto de Fort Lauderdale, na Flórida. Uma vez dentro do navio, praticamente apenas tripulantes cobriam o rosto. O desconforto de quem ainda se acostumava com a situação inicial logo foi superado e, horas depois, ninguém parecia preocupado nas aglomerações na piscina, nos bares ou nas pistas de dança.

Por outro lado, os protocolos de segurança nos bufês, com os funcionários servindo os pratos dos passageiros, continuam a todo vapor. O serviço, apesar de um ou outro gargalo, em geral funciona com agilidade. Já os dispensers de álcool gel espalhados por todo o canto e as mensagens reforçando a importância de lavar as mãos lembravam aos viajantes que, apesar de surgir no horizonte, o antigo normal ainda não está completamente de volta. (Com informações de Globo Viagens)

Author: João Alberto

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