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Por que Jumbo é sinônimo de coisa muito grande

Jumbo passeia com visitantes do zoológico de Londres – Wikicommons

Marcelo Duarte é escritor, jornalista e, acima de tudo, curioso, revela  por que a gente costuma chamar de “jumbo” algo realmente grande? Na minha escala de grandeza, jumbo aparece muito bem cotado. Seria algo assim: grande, enorme, gigante, jumbo, super, hiper, mega, blaster e ultra.

Jumbo era o nome daquele que foi considerado o maior elefante do mundo. Tinha 3,45 metros de altura —um elefante africano selvagem mede, em média, 2,85 metros— e sete toneladas. Ao analisar seus ossos, cientistas encontraram uma fenda no fêmur, o que indicaria que ele ainda estava crescendo quando morreu, em 1885, atropelado por um trem. Poderia ter passado os 4 metros, calcularam.

O esqueleto do elefante Jumbo está no Museu de História Natural de Nova York. Jumbo foi capturado na fronteira da Eritreia com o Sudão, na África, em 1862. Ele tinha um ano. Ganhou o nome de Jumbo, que significa “olá” no idioma africano suaíli.

Passou por zoológicos da Alemanha, França e Inglaterra, até terminar seus dias num circo de atrações bizarras de Nova York, nos Estados Unidos.

O gigantesco elefante inspirou o livro de Helen Aberson, lançado em 1939: “Dumbo – O Elefante Voador” conta as aventuras de um bebê elefante, que tem orelhas gigantes e, por causa delas, consegue voar.

Cena de “Dumbo”, dirigido por Tim Burton, remake feito pela Disney da animação de 1941 – Divulgação

A obra foi levada para o cinema dois anos depois por Walt Disney. E foi também a inspiração para o apelido dado ao avião Boeing 747, que chamava a atenção por seu tamanho.

Jumbo tinha 24 anos (um elefante em liberdade pode chegar aos 60 ou 70 anos). Ele ganhou uma estátua na cidade de St.Thomas, em Ontário, Canadá, local do atropelamento.

O tratador do elefante, Matthew Scott, não obedeceu à ordem dos funcionários da estação de só carregar os elefantes depois das 21h55. No livro “Jumbo – A Biografia Não Autorizada de Uma Sensação Vitoriana” (2014), o autor John Sutherland acredita que a morte não foi um acidente.

Segundo ele, o elefante estava doente e, para evitar uma morte lenta, os donos do circo encenaram a situação que levou ao atropelamento. Scott não tocou nesse assunto no livro que escreveu no mesmo ano da morte do animal.

O livro “O Tratador de Jumbo” não tinha tamanho jumbo: eram apenas 50 páginas.

Author: João Alberto

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