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A segunda-feira no Marco Zero

Foto: Peu Ricardo/PCR

O folião presente no Marco Zero ontem de Carnaval foi presenteado com uma noite cativante. Começando com o lirismo das apresentações do Recife Matriz da Cultura Popular, o público ainda presenciou a mistura rítmica do grupo Melim e o romantismo poético de Nando Reis. Numa reverência ao rap nacional, os que permaneceram até o fim puderam sentir a força das composições de um dos mais completos artistas da atualidade, Emicida.

Mas não foi só o trio de irmãos cariocas que arrastou milhares de foliões para o Marco Zero. Com clássicos do repertório, Nando Reis foi o responsável, inclusive, pela presença de casais agarrados e entrosados no canto. Ronildo Ferreira, 31 anos, e Marcos Antônio, 44, fãs do artista, também louvaram as diversas possibilidades ao redor do principal polo do Carnaval do Recife – e o reencontro de pessoas que se amam após dois difíceis anos. “Os artistas de hoje estavam muito bons, mas o plus foi Nando Reis, de quem gostamos bastante. E o legal é que ainda tem a oportunidade de ver outros shows pertinho, no Arsenal, com boas atrações também. É muito feliz esse momento de retomada desta festa, estar com pessoas que a gente ama, depois de tantos momentos difíceis”.

Nome parrudo do rap nacional, Emicida levou para o palco letras e pautas que tocam em importantes assuntos atuais. Quem acompanhou, notou, na apresentação e na festa em si, um sentimento terapêutico. “Achei que esse Carnaval foi uma cura”, relatou Manuela Ramos, 16 anos. “Só tive uma real noção depois que vi o que perdemos. Esses dois anos foram difíceis, e agora é bom saber que tudo tem dado certo nesses dias de festa”.

Author: João Alberto

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