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Ivanildo Sampaio e o fim do Dom Pedro

Recebi esta carinhosa mensagem de Ivanildo Sampaio, um dos maiores nomes da história do jornalismo pernambucano, sobre o artigo que escrevi sobre o fechamento do restaurante Dom Pedro.


Você escreveu hoje uma crônica sobre o Dom Pedro que

Eu gostaria de ter escrito. Logo que assumi a Redação

do JC e precisei trabalhar de dia e de noite, porque

o jornal não tinha quase ninguém, toda a antiga equipe

deixara a empresa, fiz uma “parceria” com Julio Crucho:

eu e Roberto Tavares, que topou vir para o JC sem

deixar o emprego que tinha na TV Globo (que queria

demiti-lo mas não conseguiu, porque ele tinha mandato

sindical), a gente almoçava e jantava no Dom Pedro e

a conta seria pago semanalmente, na sexta-feira. Ele

topou. Logo depois, quando fui formando minha equipe,

com muitos estagiários, todos passaram a fazer refeições

lá – sob o mesmo acordo. Com o tempo, a parceria

cresceu. Nas sextas-feiras, Sérgio Moury mandava

buscar uma garrafa de uísque, gelo, algumas cervejas e,

depois das 20hs, quando a edição de sábado estava

fechada e a de domingo com 80 por cento adiantada,

a gente relaxava no andar da diretoria. Apareciam

alguns penetras ou convidados, como Henrique Annes

com o seu maravilhoso violão. Se acabasse o uísque,

o contínuo ia no Dom Pedro apanhar outra garrafa.

Algums  vezes eu levava toda a equipe do Caderno C,

Também na sexta-feira, para uma “cervejada” no Dom

Pedro: Marco Polo, Flavia Gusmão, Marcelo Pereira,

Daniela Romani, Luiza Modesto – um timaço de jovens

Talentosos. E fiz também no Dom Pedro muitos

Amigos, como Clávio Valença, Nailton Santos,Byron

Sarinho e outros. No Natal, eu encomendava o jantar

De festas para a Oficina, com direito a uma grade

De cervejas. Iam pernis e perus preparados no

Dom Pedro. Isso marcou. Pena que seja apenas

Uma lembrança, mas, lembrando os versos de Drummond,

“como dói”.

Author: João Alberto

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