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É de fazer chorar….

Wilson Dornelas de Andrade envia esta mensagem sobre comentário que fiz sobre a ausência de novos frevos:

“ Realmente é totalmente out, não termos um frevo novo que tenha caído na cabeça e no coração do folião.

Há algum tempo venho preocupado com o destino do nosso frevo e músicas carnavalescas que não se renovam. É preciso ter o carnaval no sangue e na alma e muita birita na cabeça para continuar cantando e frevando em São José, no Recife Antigo  nas ladeiras de Olinda ou nas prévias que ocorrem nos clubes, as mesma músicas: Vassourinhas, Voltei Recife, Último Regresso, Hinos do Elefante, da Pitombeira, do Galo da Madrugada, Três da tarde,   Madeira do Rosarinho, Oh! Bela, Morena Tropicana,  Bom demais, Diabo louro. Batutas de S. José, Último dia… Até quando? Será que nossa música terá o mesmo destino da marchinha carioca? Onde está a criatividade pernambucana? Cadê nossos compositores, maestros?

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Este ano ouvi as três músicas finalistas do concurso do Galo, mas nem mesmo a vencedora tem divulgação. Emissoras de rádio estão veiculando um frevo Anjo de Luz (cuidado para não confundir com música gospel), mas nem esta, nem as finalistas do Concurso do Galo têm a divulgação necessária para ser assimilada pelo folião e também as orquestras ou cantores da terra não as incluem em seu repertório. Este é um tema que tem de sair das discussões filosóficas ou que só elencam uma cadeia de razões para esta questão. É preciso propor algo mais concreto e estruturado, envolvendo a classe artística, jornalistas, Rádios, TV e pessoas que estão à frente dos clubes carnavalesco e lógico o poder público estadual/municipal. É paradoxal o Frevo tornar-se patrimônio da Humanidade enquanto agoniza no seu próprio nascedouro. É para se tornar peça de museu? ou como diz a velha música “É de fazer chorar…”

 

Author: admin

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