A estreia da Paixão de Cristo do Recife
Estreou, ontem, no Marco Zero, mais uma edição da Paixão de Cristo do Recife, dirigida pelo ator e escritor José Pimentel, que vive o protagonista no espetáculo.
Neste ano, a atriz Geninha da Rosa Borges, tradicionalmente a Marta da Paixão, personagem criada por Pimentel especialmente para a amiga, foi homenageada. Este é o primeiro ano, desde a criação do espetáculo, que, por motivos de saúde, ela não participa atuando. “Esta foi a primeira vez que falei a Pimentel que não conseguiria participar. Meu problema é o equilíbrio, e, no palco, não podem colocar cadeira”, disse, muito bem humorada.
Nomes da política e da cultura pernambucana prestigiaram a encenação. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, e o secretário de turismo do Recife, Felipe Carreras, marcaram presença no evento. Pouco antes da peça começar, Eduardo e Geraldo deram uma palavrinha no palco. Falaram, entre outras coisas, da importância da Paixão de Cristo do Recife e do que Geninha representa para a cultura do estado.
“Um exemplo de mulher, de atriz e de amante da cultura pernambucana”, disse Eduardo sobre Geninha, que se mostrou muito feliz e emocionada com a fala do governador, a quem ela costuma chamar carinhosamente de “meu neto”. Eduardo falou, ainda, que a atriz é referência na cultura pernambucana e abriu portas para muitos artistas.

Geninha da Rosa Borges, Fernando Duarte,Leda Alves e Claudionor Germano – Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
A secretária de cultura do Recife, Leda Alves, é presença certa todos os anos, e, neste, não foi diferente. “Quem não pode ir a Nova Jerusalém, por causa dos custos, tem, no Recife, um espetáculo com um elenco maravilhoso, tão bom quanto o de lá”, enfatizou. Quem apareceu por lá, também, foi o cantor Claudionor Germano.
Muito bem organizado, o espetáculo teve, nesta edição, algumas mudanças no que diz respeito à estrutura. José Pimentel, na cena da ascensão de Cristo, levitou coberto por fumaça, a sete metros do chão. Composta por músicas de Roberto Carlos e do Padre Marcelo Rossi, a trilha sonora foi bastante inovadora. “É um espetáculo que mostra o talento do povo pernambucano”, disse José Pimentel na hora dos agradecimentos após a peça.





