O porto seguro da primeira-dama
Cristina Mello viu sua vida virar de ponta à cabeça quando o marido, Geraldo Julio, disputou e ganhou a eleição para prefeito do Recife, em outubro passado. De médica, passou a ser chamada de primeira-dama. Apareceu gente nova, aumentaram o assédio e os holofotes. Vida nova, um mundo novo. Mas Cris, como é chamada, não perdeu de vista quem é verdadeiramente o seu “porto seguro”: a mãe, Terezinha de Melo Quirino, de 65 anos.

Foto 1: Geraldo Julio, Terezinha e José Quirino (segurando Mariana) e Cristina; Tereza e Rodrigo; Tereza e Eduardo; e foto de aniversário em família – Crédito: Arquivo pessoal
“Minha mãe está presente na minha vida em vários momentos. É nela que ancoro meu barco nas horas de sufoco, é nela que me inspiro a dar bons exemplos, cultivar sempre a alegria, semear a esperança , criar meus filhos para serem cidadãos de bem, e retribuir com meu amor infinito toda sua dedicação”. Juntas, Cris e dona Terezinha também já passaram por alguns episódios engraçados. “Eu era recém-casada e já não morava com meu irmão. Minha mãe veio de Limoeiro nos visitar. Eu e ela saímos para um passeio e ao retornamos ao apartamento do meu irmão, que ela tinha a chave, a porta não abria. Por quase 15 minutos, gritamos, batemos na porta, e nada. Até que percebemos que tinha mais um lance de escada e que estávamos no andar errado. Para nossa felicidade, a dona do apartamento não estava. Isso nos rendeu horas de gargalhadas”.
Vovó Tequinha, como Mariana, Eduardo e Rodrigo chamam a avó materna, mora em Limoeiro, mas nos meses duros de campanha do genro Geraldo, ela esteve presente toda semana para dar o suporte que os pequenos precisavam, e, claro, à filha. “Na campanha, ela foi ainda mais solícita. Mamãe me ajudou a dosar alguns momentos de ausência, sem falar que defendeu a candidatura de Geraldo até em Limoeiro”. Cristina se acha mais parecida com o pai, José Quirino, que foi prefeito de Limoeiro. Mas conta que herdou da mãe a afetividade e a alegria. Se tem uma coisa que todo mundo fala da primeira-dama é o sorriso que não sai do seu rosto e sua espontaneidade. Cris conta que o que mais admira na mãe é a paciência e integridade. E com ela, desde cedo, vivenciou lições de respeito ao próximo.
Hoje, a primeira-dama passa para os três filhos, frutos do seu casamento de quase 15 anos com Geraldo, tudo o que aprendeu em casa. “Ensino a crescerem no caminho do bem, a nunca perderem a fé em Deus e amar as pessoas pelo que elas são e não pelo que se tem”. Como Limoeiro é pertinho do Recife, dona Terezinha, mãe também de Marcelino e André, sempre vem para ficar com a família. O programa favorito é curtir as crianças e descansar em Gravatá nos fins de semana, onde Geraldo e Cris têm casa. Em janeiro, nas férias dos pequenos, curtem a praia. “E como toda mulher, eu e minha mãe gostamos de dar uma boa volta no shopping”.
Aos 40 anos, Cristina, no papel de filha, revê o passado com dona Terezinha e conta que a mãe a ensinou a ter “orgulho” da sua história. “Aprendi com minha mãe a ser livre, a ser uma mulher independente e a valorizar minha familia. Aprendi que somos responsáveis pela nossa felicidade e que, por isso, não podemos desperdiçar as oportunidades porque elas traçam nosso destino”.





