Câmeras personalizadas fazem sucesso na internet
Engana-se quem pensa que com a era digital e os avanços tecnológicos, a fotografia analógica entrou em desuso. Ainda há aqueles que não abrem mão do ritual de comprar filmes e esperar ansiosamente o resultado da revelação. A catarinense radicada na capital do frevo, Bárbara Hostin, acredita que apesar dos equipamentos estarem cada vez mais modernos, a fotografia analógica continua a ter uma legião de seguidores e apreciadores. “O pessoal que aprecia fotografia tem uma quedinhas pelas analógicas. Penso que pelo mistério de não saber como vai ficar a foto final ou pelo efeito antigo que ela adere à imagem, que aliás é o que me atrai”, conta. Bárbara decidiu criar uma página no Facebook chamada Amaquininha, onde ela vende câmeras Civica personalizadas pela própria, feitas com tinta em spray e canetas.
Tudo começou quando ela comprou uma Civica, resolveu personalizá-la e postou uma foto da câmera nas redes sociais. Com tantos elogios, 10 dias depois ela comecou a divulgar quatro modelos de câmeras coloridas e produzidas manualmente. “Sou arquiteta por formação e trabalho em um escritório de engenharia. Por trabalhar, oficialmente, em uma área onde não consigo expandir minha parte criativa e onde tudo é muito metódico, surgiu a vontade de fazer coisas como hobby. Sempre gostei de pintar, colar, recortar. A partir daí, uni minhas habilidades com minha paixão por fotografia”, conta animada.
Com apenas 3 meses de existência, a lojinha virtual já vendeu cerca de 90 produtos. Devido ao sucesso de vendas, ela agora passa a oferecer outras opções de mercadoria, além da câmera de 35mm. “Acabei de lançar o flash e estou com planos de lançar outros produtos, como alças, capas, bolsas e colares. Tudo baseado em estampas com referências fotográficas”, diz. Entre os maiores consumidores do produto, estão interessados em fotografia analógica, colecionadores e até gente que compra apenas para decorar a instante ou o quarto. Mas a maior parte dos compradores são fotógrafos. Sobre personalizar outros modelos, ela conta que a vontade existe. “Gostaria muito de inovar e personalizar em outras marcas, mas até agora não vi alternativas para continuar com um produto acessível aos clientes, pois outras marcas de analógicas tem um custo mais elevado”, diz.





