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Unidade de Transplante de Fígado festeja 700 cirurgias

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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A Unidade de Trasplante de Fígado comemorou o 14ª aniversário e 700 cirurgias realizadas com êxito, nos hospitais Universitário Oswaldo Cruz e Jayme da Fonte, todos pelo Sistema Único de Saúde. Para celebrar a ocasião, o médico Cláudio Lacerda, que comanda o programa, recebeu médicos, voluntários e pacientes, nesta terça-feira, no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da UPE.
Há 14 anos, a UTF vem salvando vidas. No começo, os transplantes eram realizados em até 12 horas, mas hoje já são feitos entre quatro e cinco horas. Além disso, a internação hospitalar também foi reduzida a uma média de oito dias.

Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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Cláudio, o anfitrião da noite, falou que Pernambuco ocupa o 3º lugar no ranking de transplantes no Brasil. “Realizamos cerca de 10 cirurgias por mês. Não podemos afirmar quanto tempo o paciente passa na lista de espera do órgão, mas damos preferência para os casos mais graves”, comenta. Mesmo ocupando uma colocação tão boa, a UTF pretende se tornar a principal referência no ramo das cirurgias de fígado, como conta Cláudio. “Esperamos atender vários estados vizinhos, diminuir o número de mortalidade e acabar com a lista de espera, que é o nosso sonho”, disse esperançoso.

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Cláudio Lacerda Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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No seu discurso, Cláudio explicou sobre o surgimento da intervenção cirúrgica. “Hoje em dia, só podemos realizar tal procedimento por causa de Thomas Savin, que realizou a primeira em 1963, nos Estados Unidos. A tentativa não obteve sucesso, pois o paciente veio a óbito, mas o que importa é que foi concretizada e serviu para mostrar que era possível”, enfatizou. Ao final, foi aplaudido de pé pelos presentes.

 Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

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Angélica Sales recebeu o transplante de número 700 Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

Angélica Sales é a sortuda que recebeu o transplante de número 700. Aos 14 anos, a menina, que reside em Gurinhém, na Paraíba, tinha vergonha de sair de casa. “Eu parecia estar grávida, pois minha barriga estava enorme. Por isso, eu não saia na rua. Tudo mudou no dia do meu aniversário de 15 anos deste ano, em 31 de maio. Eu recebi a notícia que ganharia um novo fígado. Fiquei muito feliz”, afirmou empolgada. Atualmente, Angélica está saudável e faz planos para o futuro. “Depois da cirurgia, minha vida mudou completamente e voltei a estudar. Quando crescer quero ser policial”.

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Dr Ayrton Ponce de Souza, Zulmira de Souza e Dr José Falcão Lima Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

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Em 2011, Gláucia ganhou um fígado novo. Em 2013, ela deu à luz a gêmeos Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.

 

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