Giro Blog

Costanza Pascolato é puro rock’n roll

Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

Costanza foi só simpatia no lançamento – Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

Uma das consultoras de moda mais requisitadas do país, Costanza Pascolato veio ao Recife para noite de autógrafos da reedição do seu livro, O Essencial, na Burberry do Shopping RioMar. Aos 74 anos e meio, do jeito que gosta de anunciar a idade, ela não para de se reinventar e mantém o estilo cheio de atitude. Depois da longa fila, que ela fez questão de atender um a um com a maior simpatia, ela bateu um papo com o blog e contou algumas curiosidades sobre o mundo fashion, a sua vida, internet, o que acha de blogueiras e mais.

Na nova versão do livro, que é um guia de moda e estilo, mais uma peça entrou para a lista das essenciais: o trench coat. As outras são saia preta, terno, calça jeans, camisa branca, cardigã, camiseta e vestido preto. No lançamento, estava vestida com um trench coat verde e com os famosos óculos escuros, mas o que chamou mesmo a atenção foi um anel de caveira que estava usando. “Foi o meu neto que me deu. Ele diz que eu sou uma avó rock’n roll”, explicou. E é mesmo. “Quando a gente viaja, todo mundo vai para restaurante e tal, e eu e ele vamos para rock de garagem, a gente pega aqueles flyers na loja. A gente vai de trem”, continuou.

Crédito:

O Essencial, por Costanza Pascolato – Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

Costanza é a prova de que moda se faz com muito conhecimento, e de tudo. Filha de pai intelectual, a ítalo-brasileira se considera uma privilegiada por todas as oportunidade que já teve e continua tendo na vida. “Eu sempre fui uma pessoa que acompanhou a história, então o que me interessa é tudo o que acontece de muito importante ao longo das épocas, tanto na música, na cultura, na política. Meu pai, que era um intelectual, dizia que eu não estudava muito, porque eu gazeava para ir ao cinema, eu ia à bienal, eu lia livros proibidos em cemitérios. Naquela época, a gente podia ir, porque era um lugar calmo. Minha vida sempre foi um pouco diferente, eu sempre fui um pouco mais curiosa do que o resto”, contou.

Para ela, o mais importante na hora de se vestir é ver o que fica bom, porque, principalmente com a idade chegando, o corpo passa por muitas mudanças. “Eu já criei um totem para mim. O cabelo, que você reconhece antes de mim mesma. Os óculos, porque borra o olho e ninguém vê, e também eu não enxergo mesmo, e escuro, porque eu tenho problema de fotofobia”, disse.

Ela atendeu um a um da fila e fez questão de posar para fotos com todos -

Ela atendeu um a um da fila e fez questão de posar para fotos com todos – Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

Quando questionada sobre as blogueiras, Costanza foi bem sincera: “Elas existem porque têm mercado”. Disse que acha interessante o “fenômeno”, mas não costuma acompanhar páginas do gênero. “Muita gente se inspira nelas, porque elas são as novas cinderelas. Elas representam não só a pessoa que sabe o que quer, mas a que alcançou um tipo de vida que gostaria de ter. Cada momento da história tem as suas cinderelas. No Brasil, nos anos 50, elas eram as misses, depois, passaram a ser as atrizes de novelas, continua assim até as blogueiras”, enfatizou.

Muito antenada nas redes sociais e na internet no geral, Costanza não cansa de afirmar: “Eu amo a internet como um todo, porque tem uma possibilidade infinita. Eu acho que quem faz o conteúdo é você, não é a internet. Se o seu conteúdo é mais rico do que o de outro é porque você tem mais coisa na cabeça”.

Muita gente fez questão de prestigiar a consultora -

Muita gente fez questão de prestigiar a consultora – Crédito: Gabriella Autran/DP/D.A Press

A passagem pelo Recife foi rápida, só para o evento. Já chegou em cima da hora, porque o voo atrasou, por isso acabou nem fazendo nada pela cidade. Viaja na manhã da sexta-feira para São Paulo, onde participa de gravação à tarde. “Você viajar de avião pelo Brasil não é fácil”, falou, referindo-se ao atraso. No mês da Copa do Mundo, adiantou, vai sair do Brasil, vai curtir os netos em Florença, na Itália.

Leia mais:

– Entrevista com Costanza Pascolato

Author: Gabriella Autran

Compartilhe este post