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Abertura do Carnaval do Recife investiu em cultura e artistas locais

Abertura do Carnaval do Recife investiu em cultura e artistas locais

selo carnaval 2017

Crédito: Rafael Martins/Esp. DP

Crédito: Rafael Martins/Esp. DP

A abertura do Carnaval do Recife de 2017, nessa sexta-feira, foi uma grande homenagem. Na primeira parte, Naná Vasconcelos, que faleceu em 2016 e comandou a abertura por 15 anos, foi reverenciado por artistas e pelas nações de maracatu. Já a segunda parte, começando com show de Almir Rouche foi uma ode ao frevo e aos ritmos e cultura pernambucana.

Virginia Rodrigues - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Virginia Rodrigues – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

A clarinada, com 20 músicos, abriu oficialmente o período de Momo na cidade. O que se seguiu foi uma série de lembranças de Naná. O tradicional cortejo dos maracatus reuniu 620 batuqueiros de 13 nações, com os próprios mestres regendo o encontro, tomando para si a responsabilidade do legado deixado pelo percursionista. Vídeos e canções, entoadas pelo coral Voz Nagô, relembravam toda sua história e energia. A cantora Virginia Rodrigues, primeira convidada de Naná para tocar no carnaval da cidade, arrepiou com sua voz forte. A artista dividiu o palco com o coral Voz Nagô e a Orquestra do Maestro Edson Rodrigues.

Lenine- Credito: Rafael martins/Esp. DP

Lenine- Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Lenine também participou da homenagem. Junto aos batuqueiros e ao Voz Nagô ele cantou A Ponte, A Lavadeira do Rio e Loa. O cantor foi o último convidado a se apresentar ao lado de Naná, na abertura do Carnaval de 2016. Todo o espetáculo foi marcado por um sentimento de saudade e respeito, mas mostrou que o maracatu e a cultura africana, que Naná tanto lutou para destacar, continuam resistentes após sua morte.

Homenageados deste ano, o Caboclinhos Carijós e Almir Rouche tomaram conta do palco logo depois. Diferente dos últimos anos, em que vários artistas nacionais de peso se revezavam no palco, este ano a abertura ressaltou muito a cultura local. Almir Rouche recebeu nomes como Marrom Brasileiro, J. Michiles, Som da Terra, Genival Lacerda, Luciano Magno e Maestro Forró. Também levou ao palco projetos e manifestações como os Balé Popular do Recife, o Maracatu do Instituto Pró-Criança, caboclinhos, os mascarados Periquitos do Zumbi, maracatus, caboclinhos e promoveu o encontro do Galo da Madrugada com o Homem da Meia-Noite.

Almir Rouche - Crédito: Marília Gouveia/Esp. DP

Almir Rouche – Crédito: Marília Gouveia/Esp. DP

O repertório do show foi todo baseado em frevo, músicas pernambucanas e marchinhas de carnaval, passando pelo Hino do Elefante de Olinda, A Praieira até Bandeira Branca. Uma das surpresas para o público foi a participação de Vanessa da Mata, que cantou De Chapéu de Sol Aberto, de Capiba, e uma versão em frevo de sua Ai, Ai, Ai (Banho de Chuva). Foi um dos momentos que o Marco Zero mais vibrou. Almir conseguiu segurar mais de 2 horas de show com sua energia, fazendo todo o Marco Zero dançar e cantar com ele.

A grande atração deste ano foi a participação de músicos içados por um guindaste, que fizeram todos os olhares e câmeras se voltarem para o céu. Eles tocaram inclusive Vassourinhas, fazendo a abertura para o show da Spokfrevo Orquestra com Nonô Germano. A noite ainda seguiu com Marrom Brasileiro e Ed Carlos.

Músicos suspensos ensaiaram durante a tarde - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Músicos suspensos ensaiaram durante a tarde – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

A impressão que restou da abertura de 2017 é que foi uma festa mais modesta, seguindo a linha de contenção de gastos. Sem grandes nomes nacionais, a festa prezou pelo tradicional e por ritmos e artistas pernambucanos. O grande número de foliões que foi até o Marco Zero pareceu não se importar com um espetáculo menos grandioso em atrações, e foi receber o Carnaval da forma mais animada possível.

O rei e a rainha do carnaval e os homenageados Caboclinhos Carijós e Almir Rouche - Crédito: Rafael Martins/Esp. DP

O rei e a rainha do carnaval e os homenageados Caboclinhos Carijós e Almir Rouche – Crédito: Rafael Martins/Esp. DP

Mestres das nações de maracatu - Credito: Rafael martins/Esp. DP

Mestres das nações de maracatu – Credito: Rafael martins/Esp. DP

Lenine e o coral Voz Nagô - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Lenine e o coral Voz Nagô – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Ana Luiza e o governador Paulo Câmara - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Ana Luiza e o governador Paulo Câmara – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Cristina Mello e o prefeito Geraldo Julio - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Cristina Mello e o prefeito Geraldo Julio – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Paulo e Ana Luiza Câmara, Felipe Carreras, J. Michilles e João Campos - Crédito: Marília Gouveia/Esp. DP

Paulo e Ana Luiza Câmara, Felipe Carreras, J. Michilles e João Campos – Crédito: Marília Gouveia/Esp. DP

Felipe Carreras - Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Felipe Carreras – Credito: Rafael Martins/Esp. DP

Paulo Câmara, Felipe Carreras, J.Michilles e Sileno Guedes - Crédito: Hesiodo Goes/Divulgação

Paulo Câmara, Felipe Carreras, J.Michilles e Sileno Guedes – Crédito: Hesiodo Goes/Divulgação

Felipe Carreras e Fabiana com Paulo e Ana Luiza Câmara - Crédito: Hesiodo Goes/Divulgação

Felipe Carreras e Fabiana com Paulo e Ana Luiza Câmara – Crédito: Hesiodo Goes/Divulgação

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