Tudo pronto e ensaiado para Chico Buarque
Chico Buarque desembarcou em terras recifenses por volta das 19h30 desta noite. Partiu do aeroporto direto para o Teatro dos Guararapes, onde os jornalistas já o esperavam para o último ensaio antes do início de sua temporada de quatro shows por aqui. Lá, foi anunciado aos repórteres que Chico iria aquecer a voz com sua banda e em seguida liberaria a entrada para sua restrita, porém ansiosa plateia. E às 20h14 a equipe de assessores em torno do cantor permitiu que cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas tomassem seus assentos. Todos previamente avisados de que assistiriam a apenas duas músicas de todo o repertório a ser ensaiado.
Quando todos se acomodaram, o assessor de comunicação de Chico, Mário Cravello, deu as orientações sobre permissão de imagens e vídeos e anunciou que as canções eleitas pelo próprio cantor haviam sido: Sob Medida e Tipo Um Baião. Esta última, vale ressaltar, já faz parte do novo CD do artista. Mário, ainda firmando terreno para a entrada de Chico, esclareceu o motivo pelo qual Chico Buarque se nega a dar entrevistas. “Ele acredita que sempre se repete. Não há mais perguntas novas, nem respostas novas”, disse.
E às 20h23 entrou, enfim, em cena Chico Buarque, todo vestido de preto. As câmeras foram logo sacadas e os flashs imediatamente disparados. Chico circulou pelo local, verificou a marcação de palco e surpreendeu os jornalistas aproximando-se até os limites da plateia, sorridente e cumprimentando: “Oi, tudo bem? Vim aqui só fazer um charme…” disparou.
E, de fato, charme foi o que mais ele fez. Deixou aquele gostinho de uma ansiedade por mais músicas, mais som, mais show, mais Chico. Começou cantando Sob Medida, cuja letra era mais fácil de acompanhar para os repórteres fãs de sua MPB. Depois, passou Tipo Um Baião, mais recente, mas também acompanhada por algumas vozes tímidas. Ao fim das músicas, perguntou “Ok?” e agradeceu a presença de todos. Mas ainda não estava acabado: faltava ensaiar mais uma vez Tipo Um Baião, agora para que os cinegrafistas das emissoras de TV pudessem capturar o vídeo na íntegra.
Passadas essas etapas, que não se estenderam mais do que 15 minutos, Chico se despediu e em alguns instantes já havia se retirado do palco. O público ficou por algum tempo perdido, esperando para ver se rolava um bis de presente à imprensa que, assim como todos os pernambucanos, tanto o esperou. Mas, nada mais aconteceu. A não ser o maestro Luiz Cláudio Ramos, que subiu ao palco e recebeu alguns radialistas para pequenas gravações e esclarecimentos.
O critério para a escolha de Sob Medida e Tipo Um Baião? Nada oficial. A assessoria declarou apenas que essa é uma decisão que parte do próprio Chico. “Depende dele, exclusivamente”, disseram. Para quem assistiu ao ensaio, vontade de estender duas faixas para um show na íntegra. Para quem vai comparecer a alguma das apresentações, uma palhinha do que será visto. Apesar de tantas restrições e limites impostos em torno da cobertura e divulgação da performance de Chico, o próprio foi até bastante simpático com os jornalistas. E sim, ele soube -mais uma vez – como fazer o seu charme.






