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Renato Góes encara trabalho em camelódromo para incorporar Marcelo D2 em ‘Legalize Já: A amizade nunca morre’

Renato Góes encara trabalho em camelódromo para incorporar Marcelo D2 em ‘Legalize Já: A amizade nunca morre’

Renato e amigos de longa data se congregando na exibição de pré-estreia do filme ‘Legalize Já: A amizade nunca morre’. – Crédito: Jennifer Bachmann

Descontraído e muito atencioso. Foi assim que o ator Renato Góes recebeu amigos e familiares, ontem, no Shopping Recife, para uma exibição do filme Legalize Já: A amizade nunca morre, em noite de pré-estreia.

A ocasião foi marcada por gratidão e amor por parte de Renato. Antes de o filme começar, Góes tomou um minuto da atenção de todos para agradecer, e se emocionou ao refletir sobre a confiança por parte do público e da indústria em sua capacidade. “Todos sabem da minha batalha. Perguntam como eu lido com o sotaque – e eu nunca mudei, sempre respeitei minha origem. O fato de o diretor ter acreditado que eu tinha capacidade de fazer um papel de alguém que é extremamente carioca – um símbolo do Rio de Janeiro – me deixa muito feliz”, conta.

O ator, antes de o filme começar, agradecendo a todos pela presença e prestígio. – Crédito: Jennifer Bachmann

Interpretar D2 foi de fato um grande desafio na carreira de Renato. O ator conta que passou por um processo extenso para se preparar para fazer o papel. “Fui trabalhar no lugar em que o Marcelo trabalhou na época, no camelódromo. Além de morar por um tempo onde ele morou e da convivência que tive com sua família e amigos”.

Marcelo D2 e Skunk, no começo do Planet Hemp, e Ícaro Silva e Renato Góes como a dupla em ‘Legalize Já’ — Foto: Reprodução/Facebook/Planet Hemp e Divulgação

Góes também relembra o significado que a banda Planet Hemp teve em sua adolescência. Ele lembra que escutou muito o segundo álbum da banda, Os cães ladram mas a caravana não para. “Ao fazer esse papel pude retomar uma conexão que tinha com a banda. Quando eu tinha 14 anos, um amigo meu apareceu com um CD do Planet Hemp no colégio”. Mas Renato, em seu primeiro contato com a obra de Planet Hemp, apresentou uma certa surpresa e receio por apresentar características rebeldes de contracultura em suas letras e representações.”Eu achava aquilo meio transgressor. Eu pensava “aquilo é tão proibido”… “como é que a mãe dele deixa, que mãe maneira” ou “será que ele escondeu”. O CD era o segundo álbum da banda, Os cães ladram mas a caravana não para. A partir disso comecei a escutar bastante”.

Dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, o longa-metragem, que tem roteiro de Felipe Braga, expõe o laço de amizade entre Skunk (falecido em 1994), interpretado por Ícaro Silva, e Marcelo D2. Skunk é um artista que sonha em ganhar a vida com o seu talento, enquanto Marcelo trabalha como camelô e não reconhece o potencial que tem como compositor e cantor. Os dois, eventualmente, acabam fundando o Planet Hemp.

Marcelo D2 e Renato Góes durante as gravações de ‘Legalize Já’ — Crédito: Divulgação/Legalize Já

Desde o início, Marcelo D2 participou de perto do projeto, que durou nove anos. Ele assina o argumento do filme junto de Johnny Araújo, e foi um dos responsáveis pela trilha sonora. A cinebiografia conquistou o prêmio de Melhor Ficção Nacional Segundo o Público na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e também Melhor Longa-metragem pelo Júri Popular e Melhor Roteiro no 12º Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, além de ter participado do Festival do Rio de 2017.

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