Marcelo Gleiser é o primeiro cientista latino-americano a ganhar ‘Nobel’ do diálogo da ciência com espiritualidade

Crédito: Eli Burakian/Dartmouth College
O físico carioca Marcelo Gleiser é o ganhador do prêmio Templeton deste ano. O prêmio é uma espécie de Nobel que reconhece feitos por “uma contribuição excepcional à afirmação da dimensão espiritual da vida, seja por meio de insights, descobertas ou obras práticas”. Trata-se de um reconhecimento pelos 35 anos de trabalho do físico e cosmólogo radicado nos Estados Unidos. Gleiser é professor de Física e Astronomia e ocupa a cátedra Appleton de Filosofia Natural no Dartmouth College, em Hanover, nos EUA. O Templeton já foi dedicado à nomes como Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama e o astrônomo britânico Martin Rees.
Marcelo é o primeiro latino-americano e brasileiro a conquistar o prêmio de cerca de R$ 5 milhões – valor que supera o do próprio Nobel. Para ele, ciência e espiritualidade são dois lados de uma moeda só. “A ciência é a nossa metodologia mais poderosa para compreender o mundo natural. Mas, por outro lado, a ciência tem limite e oferece só um tipo de explicação”, diz.
Em 1998, Gleiser ganhou o prêmio Jabuti com a publicação Dança do Universo e, em 2002, foi novamente premiado com o livro O fim da Terra e do Céu. Em 2006, ele apresentou a série de 12 episódios Poeira das Estrelas, no Fantástico. Além disso, Gleiser fundou em 2016 o ICE (Instituto de Engajamento à Interdisciplinariedade) em Dartmouth, com a ideia de promover o diálogo construtivo entre as ciências naturais e humanas, seja na esfera pública ou acadêmicas. O instituto tem apoio da fundação John Templeton.
