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Cauã Reymond fala sobre cena gay em filme com Matheus Nachtergaele

Cauã Reymond fala sobre cena gay em filme com Matheus Nachtergaele

Cauã Reymond – Créditos: Reprodução/Instagram

O ator Cauã Reymond falou durante uma entrevista sobre como é levar o emblema de ator global fazendo filme alternativo.  “Já fiz tantos filmes! Quando se fala isso, vem a anulação de uns 13 filmes feitos. Ouço isso e soa como 17 anos de eterna estreia (risos). Não tenho o peso de ser o Cauã — tenho a sensação de movimento, de força. Ser um ator global me ajudou a possibilitar os projetos de cinema. Inclusive, há dois anos, abrimos o Festival de Brasília com o longa Não devore meu coração, do qual sou coprodutor. Chegamos com o filme em festivais como Sundance e Berlim. Há seis anos tenho sido coprodutor de filmes numa lista que traz Alemão, Uma quase dupla e Tim Maia. Com a minha popularidade, ajudo a captar recursos e criar filmes nos quais acredito. Na maioria das vezes, nem são os comerciais. Eu sou mesmo é do cinema rebelde, do cinema de arte. Isso modificou e me levou a trabalhar em registro diferente na televisão. Principalmente na época em que as linguagens de tv e cinema não se misturavam muito”, disse Cauã. 

Ao ser questionado sobre o encontro gay do seu personagem com o do Matheus Nachtergaele, Reymond respondeu:  “Tinha feito um filme com a Leandra Leal em que interpretei um homossexual. Foi muito bacana, chamava Estamos juntos e ganhei até prêmios. Não era um mergulho tão vertical quanto o exigido pelo Claudio Assis. O Matheus, agora, até disse pra mim: ‘Tô com medo que as pessoas se decepcionem (risos)’. Elas tão imaginando tantas coisas, há dois anos (risos). Tivemos muita exposição por causa do trecho do filme (risos). Quanto à pegada dele (risos)… O Matheus é um tubarão no filme. Ele tem que ter pegada, em todos os aspectos. O personagem dele é multinacional e pretende comprar terras de todo mundo, por conta da indústria do petróleo. Ele tem pegada com todos os personagens. Quanto ao filme, nem sabia se queria ver, pelo nervosismo e insegurança. Há uns sete anos não gosto de me assistir. Se tiver passando e vejo uma cena, eu paro. Só vejo os filmes em que sou produtor, ultimamente, porque esses sou obrigado a ver (risos).”

 
 

Author: Lívia Rosa

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