Polícia Civil investiga acusações de assédio contra ginasta Petrix

Após episódios envolvendo duas participantes do Big Brother Brasil em que Petrix foi acusado de assédio sexual, a Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um procedimento para apurar o caso, segundo o jornal Estado de São Paulo. A iniciativa foi da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, que tomou atitude depois que o comportamento do participante ganhou repercussão nacional. “De acordo com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) Jacarepaguá, diante dos fatos veiculados na mídia foi aberto procedimento para apurar os fatos”, afirma a Polícia Civil.
O ginasta foi acusado de assediar duas vezes Bianca Andrade, blogueira conhecida Boca Rosa, e de roçar a genitália em Flayslane. Petrix recebeu a advertência no confessionário, mas a conversa não foi mostrada para o público. Também não ficou claro no que consiste essa punição.
Ginasta já foi assediado por treinador:
Em 2018, o ex-técnico da seleção brasileira de ginástica Fernando de Carvalho Lopes foi afastado de todas as atividades no Clube de Campo Mesc, após relatos de ginastas e ex-ginastas, entre eles Petrix, que o acusaram de abuso sexual.
Segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, 42 pessoas disseram ter sido vítimas de abuso físico, moral ou sexual pelo ex-treinador. A reportagem partiu de um comentário no Facebook feito pelo ginasta Petrix Barbosa, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, indicando a ocorrência de casos de abuso na ginástica brasileira. De acordo com a matéria, os casos ocorreram ao longo de 15 anos, entre 2001 e 2016, a maior parte deles no clube Mesc, onde Lopes trabalhava.
Petrix relatou ter sido vítima de tentativas de abuso quando tinha dez anos. Segundo o ginasta, que afirmou ser um dos que mais sofreram com as investidas de Lopes, o técnico tomava banho com ele e chegava a dormir na mesma cama. “Já acordei com ele, não sei quantas vezes, com a mão na minha calça e eu conseguia tirar e dormir porque eu não ficava parado.”
