Humberto Costa quer punição à Azul por ter permitido o presidente e tripulantes sem máscara

A presença do presidente Jair Bolsonaro dentro de um avião comercial da Azul, foi um festival de irregularidades. Somente passageiros e funcionários da empresa podem entrar numa aeronave prestes a decolar. Tirou a máscara, provocou aglomerações, ouviu elogios e críticas. Tripulantes também tiraram a máscara para tirar selfie, colocando em perigo a saúde dos passageiros.
A Azul poderá ser multada por ter permitido que o presidente Jair Bolsonaro () entrasse em avião lotado de passageiros, provocando aglomerações.
Na ocasião, ocorrida em Vitória, Bolsonaro foi vaiado por uns passageiros e apoiado por outros. Em meio a gritos de “genocida” e “mito”, ele tirou a máscara para falar com os presentes, além de posar para fotos, violando uma série de regras divulgadas pela Anac e pela Anvisa.
Insatisfeito com o ato, o senador Humberto Costa vai pedir à CPI da Covid que notifique a companhia pelo ato. “Vou apresentar um requerimento para que a CPI se dirija tanto à Anac, que é quem edita as regras, quanto à própria Azul, para questionar por que isso ocorreu. A resolução da Anac é clara. Em todas as áreas do aeroporto, inclusive aeronaves, é obrigatório o uso da máscara”, disse Costa. E acrescentou: “Foi grave porque entrou cidadão sem máscara, na tripulação, uma pessoa sem máscara, o próprio presidente tirou a máscara para agredir pessoas. É um descumprimento. Ele não está acima de ninguém para desrespeitar legislação e normas
Em março, a Anac divulgou novas regras sobre o uso de máscaras para passageiros e trabalhadores em aeroportos e voos, que proíbem o uso dos modelos com válvula ou transparente, bandanas, lenços e protetores faciais sem máscara por baixo.
O endurecimento dos padrões foi atualizado pela Anvisa, que é a responsável pela fiscalização no ambiente aeroportuário. As penalidades, segundo, também devem ser aplicadas pela vigilância sanitária.
