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Mulheres no comando: pesquisa aponta melhoras no desempenho ESG das empresas

Foto: Reprodução/Internet

Uma pesquisa feita pela mestranda Monique Cardoso, na Fundação Getúlio Vagas, reuniu empresas brasileiras e apontou que unidades com mulheres na diretoria apresentam melhor desempenho ESG (conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança). “Sempre que há mulheres na diretoria, os dados ESG são melhores”, afirmou Monique à EXAME.

Como informado no site, em relação aos critérios ambientais e sociais, companhias com ao menos uma mulher em cargo de chefia pontuam melhor em índices ESG, como o score S-Ray ESG, da Arabesque. Considerando as empresas estudadas, 52% das que têm mulheres em postos de liderança apresentam notas ESG elevadas (acima de 97,23 pontos no Arabesque S-Ray). Em empresas totalmente comandadas por homens, o porcentual cai para 48%. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

“As lideranças femininas derrubam essa ideia de que é preciso se masculinizar para avançar na carreira (…) Elas estão usando recursos da maternidade, do cuidado, que dão uma visão de futuro. Também agregam valores como honestidade e a consciência de que é preciso estudar continuamente”, diz a pesquisadora.

Cardoso também destaca o fato de que, quando dado a uma mulher um cardo de líder, os indivíduos as incluem em tarefas marginais ou consideradas muito difíceis. “A ideia é forçar o fracasso para justificar a manutenção do status quo”, explica.

“Elas não apenas derrubam muros invisíveis que barram a diversidade, como também superam abismos imaginários que impedem as empresas de avançar na agenda ESG”, pontua.

Author: Mariane Magno

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