A força dos carros elétricos

Analistas de plantão chamam a atenção para o que muitos países estão providenciando em relação aos carros elétricos. A União Europeia acaba de proibir a venda de novos carros movidos a gasolina e diesel a partir de 2035. Só poderão sair das lojas veículos elétricos. Coreia e Japão planejam o mesmo ano como limite para essa transição. Nova York e California aprovaram leis para vetar, também a partir de 2035, emplacamento de automóveis com motor a combustão. Hoje, cerca de 12% das emissões globais de gases-estufa tem origem no transporte sobre rodas e o número pode cair pouco a pouco. A venda de carros híbridos ou elétricos atingiu 6,5 milhões de unidades em 2021.
Os mesmos analistas afirmam que, quanto a carros elétricos, o Brasil está andando na contramão e o ciclo do próximo governo (2023-2026) será crucial para a descarbonização da frota. Só que os candidatos à Presidência da República e também aos Executivos estaduais não falam sobre carros elétricos em seus programas – e nem mesmo de mais investimento no metrô. Enquanto isso, cobra-se 26% de IPI e 18% de alíquota de importação sobre bicicletas elétricas e rompe-se o teto de gastos para subsidiar donos de SUVs.
