Papa nomeia 20 novos cardeais. Dois são brasileiros

O papa Francisco deu posse a 20 novos cardeais, incluindo dois brasileiros, um do Amazonas e outro do Distrito Federal. As novas posses acontecem em meio a especulações, em especial sobre a saúde do pontífice de 85 anos, que enfrenta as dificuldades a idade e sofre com dores no joelho direito que o obrigam a usar uma cadeira de rodas.
Há alguns meses, Francisco falou abertamente sobre a possibilidade de renúncia, no entanto descartou que ela acontecerá por agora. A posse dos 20 nomes prepara terreno para o futuro da Igreja Católica. 16 dos 20 empossados tem menos de 80 anos e por isso possuem direito a voto no conclave para a eleição de seu sucessor.
Com a posse dos novos cardeais, Francisco inclui na lista de possíveis sucessores religiosos sensíveis aos problemas sociais, procedentes de regiões distantes, onde a Igreja é minoritária ou está em crescimento.
Quatro cardeais latino-americanos estão entre os escolhidos: Os dois brasileiros Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus e primeiro cardeal da região amazônica, e Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília, o paraguaio Adalberto Martínez Flores, arcebispo de Assunção e o colombiano Jorge Enrique Jiménez Carvajal, que tem mais de 80 anos e não poderá participar em uma eleição do futuro pontífice.
Ao final de seu oitavo consistório, quase um para cada ano de papado, já que em março de 2023 completará 10 anos à frente da Igreja, Francisco será responsável pela designação de 83 cardeais do total atual de 132 eleitores, quase dois terços do grupo. Vale lembrar que para a eleição de um papa é preciso a maioria de dois terços.
Foram escolhidos cardeais fora da Europa com dois africanos e cinco asiáticos, incluindo dois indianos, confirmando o avanço do continente na Igreja. Entre as nomeações mais notáveis está a do americano Robert McElroy, arcebispo de San Diego, na Califórnia, considerado um progressista por suas posições sobre os católicos homossexuais e o direito ao aborto.
