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Orquestra Criança Cidadã fez Concertos pela Paz no Vaticano, com a presença do Papa Francisco

VATICANO: A Obra de Maria conseguiu um novo e extraordinário sucesso, ao fazer parceria com a Orquestra Criança Cidadã e promover, no Vaticano, dois Concertos pela Paz, reunindo 25 dos seus músicos, ao lado de 12 italianos, oito russos e oito ucranianos. Uma fantástica orquestra, regida pelos maestros Lanfranco Marcelletti (que veio do Texas, onde mora) e José Rentado Accioly. Apresentações fizeram parte da programação do encontro “Chamados, Transformados e Enviados”, promovido pelo Serviço Internacional para a Renovação Carismática Católica, a “Charis”, órgão ligado ao Vaticano, que foi presidido por Gilberto Barbosa em dois mandatos. Evento reuniu 2,5 mil participantes, de 127 países, inclusive 200 brasileiros e o bispo de Natal, Dom João Santos Cardoso.

          O primeiro concerto aconteceu em frente ao altar principal da Basílica de São Pedro, reunido 800 convidados. Foi a primeira vez que estive no templo maior da Igreja Católica, sem estar superlotado, como acontece normalmente. No repertório, obras do ucraniano Mykola Leontovich, do russo  Sergei Rachmaninov, do alemão Johann Sebastian Bach, do italiano Antonio Vivaldi, dos argentinos Astor Piazzolla (“Oblivion”) e Alfredo Le Pera e Carlos Gardel(o tango “Por Uma Cabeza”) e dos brasileiros Heitor Villa-Lobos( “Bachianas Brasileiras n° 4”) ,Ary Barroso (”Aquarela do Brasil”) e Clóvis Pereira (“No Reino da Pedra Verde.”)

          Ponto alto do projeto, que o juiz João Targino, da Orquestra Criança Cidadã, organizou em mais de um ano de trabalho, incluindo contatos internacionais, foi a apresentação para o Papa Francisco. Aconteceu na Sala Paulo VI, também conhecida como “Salão das Audiências Pontifícias, que é belíssima com capacidade para 6,3 mil pessoas sentadas. Uma curiosidade é que apenas uma parte está no Vaticano, a outra em Roma, que é considerada área extraterritorial da Santa Sé. O palco principal é dominado pela fantástica escultura “A Ressurreição”, de bronze e cobre, do escultor Pericles Fazzini, que pesa oito toneladas.

Antonino Tertuliano

         O Papa Francisco entrou por uma porta lateral, sendo aplaudido com entusiasmo pelas quatro mil pessoas na plateia. Foi ao som de “Messias”, de Händel,  executada pela Orquestra Criança Cidadã Usando uma bengala de quatro pontas, se dirigiu para a cadeira no centro (uma poltrona discreta). Fez um belíssimo discurso, em que enfatizou a paz, lembrando que a guerra só faz destruir, destacou o trabalho das comunidades carismáticas pelo  mundo a importância do Concerto pela Paz, feito pela Orquestra Criança Cidadã de uma comunidade pobre do Recife. E lembrou Dom Helder Câmara e seu amor pelos pobres.

         Sem esconder a emoção, o juiz João Targino fez uma linda saudação ao Papa, lembrando o início da proposta do concerto em 2022, para demonstrar que não há guerra na arte. Destacou  que os músicos ucranianos, russos e italianos, não quiseram  usar botons dos seus países, optando pela marca do Brasil, mostrando a união de todos. E presenteou-o com uma miniatura de um violino, confeccionada pela Escola de Formação de Luthier, da Criança Cidadã.

        Em seguida, numa cadeira de rodas, o Papa Francisco circulou entre os convidados, a começar dos pernambucanos na primeira fila, apertou a mão de alguns, recebeu presentes. Com um deficiente visual teve palavras de carinho e até afagou seu cão-guia. Também teve afeto com Miguel, que estava com a mãe, Renata Campos.

       Depois, tivemos a continuação do Concerto pela Paz, que teve dois momentos emocionantes. Quando o pernambucano Antonino  Tertuliano foi solista, com seu contrabaixo e quando tivemos como solistas  a jovem russa Zlata Synkova e o jovem ucraniano Aleksander Puzankov.

       Entre os pernambucanos que foram prestigiar os concertos, os deputados Antônio Moraes, Henrique Queiroz Filho, Joaquim Lira, Sileno Guedes e Diogo Moraes, a ex-deputada Marília Arraes, os desembargadores Frederico Neves, Alexandre Assunção, Evandro Magalhães, Sílvio Neves Baptista Filho, José Figueiredo e Eduardo Paurá, a ex-primeira-dama Renata Campos, Sílvio Neves Baptista, prefeita Célia Sales, de Ipojuca, Karla Paes, Cláudia e Humberto Carrilho, Sílvio Neves Baptista, Emídio Leão, Raimundo Brito e as jornalistas Vera Ogando Ana Dubeux, Leusa Santos e Katarina Moraes. Gilberto Barbosa e Maria Salomé Ventura, da Obra de Maria, comandaram o grupo pernambucano.

Author: João Alberto

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