Fernanda Takai em bate-papo na Caixa Cultural
Com uma voz calma, doce, de tamanha simpatia, Fernanda Takai chegou de mansinho e sorridente ao Espaço Caixa Cultural, para um bate-papo na noite desta quarta-feira. O encontro faz parte da primeira edição do projeto Minas – Pernambuco “Sempre um papo” , que já circulou várias cidades do país e é liderado pelo jornalista e também produtor cultural Afonso Borges. Com uma longa carreira de 20 anos dedicados à música com a banda Pato Fu, na qual é vocalista, e seis à escrita, Fernanda falou sobre suas inspirações, autores que costuma ler e, claro, revelou detalhes de seu segundo livro, intitulado “A mulher que não queria acreditar”.
A publicação reúne contos e crônicas escritos por ela e publicados pelo jornal Estado de Minas (do Grupo Diários Associados), entre relatos pessoais e narrativas inventadas de maneira delicada e despretensiosa. “Os meus textos são muito simples. Eu tento contemplar assuntos do cotidiano. Falo da minha relação familiar, minha convivência com minha filha, Nina, com a minha mãe, com o meu cachorro. Tento me mostrar para os outros de uma forma pessoal”, disse Takai.
Cecília Meirelles, Clarice Lispector, Monteiro Lobato, Fernando Sabino, são apenas alguns nomes de autores que Fernanda confessou que costuma ler. Já as bandas Blitz, Titãs e Ira estão entre as que serviram de inspiração durante o seu processo de criação para a música. Quando questionada sobre a era digital e o surgimento dos e-books, Takai disparou: “Não sou adepta. Ainda prefiro folhear as páginas do livro, e sem contar que sou míope, e isso dificulta bastante a minha leitura digital”. Aos 41 anos, ela se divide entre os palcos e as linhas. No fim do ano, lança seu terceiro livro, dedicado ao público infantil. Entre os que prestigiaram o encontro estava o cantor Silvério Pessoa, com quem ela conversou horas antes do evento e no fim, autografou um livro.




