Evanescence e The Used levaram fãs à loucura
A noite desta quinta foi ensurdecedora no Chevrolet Hall, podendo ser considerada como terminantemente proibida aos que tivessem tímpanos fracos ou não fossem amantes do rock’n’roll. É que por todos os cantos da casa de show via-se uma imensa maré composta – em sua absoluta maioria – por roupas escuras e mãos para cima sinalizando o símbolo do rock. No palco, The Used abriu a noite para que Evanescence coroasse a véspera de feriado com uma performance memorável para os seus fãs.
The Used subiu ao palco pontualmente às 22h, tudo conforme o previsto, considerando a abertura dos portões da casa às 21h. Ao contrário do que muitos esperavam, a banda norte-americana não representava apenas um show de abertura, mas sim uma performance com autonomia e fãs próprios. Bert McCracken, Quinn Allman, Jepha Howard e Dan Whitesides esquentaram os ânimos do público. Na grade diante do palco, fãs que chegaram ao Chevrolet Hall depois do almoço, no intuito de garantir seus lugares próximos aos ídolos, jogavam os cabelos e erguiam os braços pedindo por mais e mais rock’n’roll.
Na pista premium, inclusive, um grupo de amigos baianos – de Serrinha, a duas horas de Salvador – estava no Recife apenas para ver o grupo. “Para nós, The Used é o show principal. Evanescence é secundário”, contaram. Um deles, inclusive, chegou a desenhar as camisetas para os amigos. No aeroporto, ainda conseguiram um autógrafo de Bert McCracken. Do palco, os agradecimentos do The Used vieram em inglês: “We love you, Brasil! We’re The Used!”
Com menos de uma hora de show (45 minutos ao todo) – com repertório que incluiu clássicos da carreira e faixas do novo álbum, o Vulnerable, lançado este ano – The Used se despediu dos fãs e deu a deixa para que as expectativas se acendessem em torno da entrada do Evanescence. Após um breve intervalo, no qual nem um fã deixou seu lugar já garantido esfriar, chegou a hora de Amy Lee tomar seu lugar no palco. E era por ela que o público gritava “Amy! Amy!” enquanto a estrutura era montada para sua performance. Às 23h15, também conforme o previsto, Evanescence deu início ao seu show.
Com sua voz poderosa, Amy levou os presentes ao delírio assim que entoou as primeiras notas. Na grade do palco, muitos fãs precisaram de socorro graças ao calor e ao aperto da aglomeração diante dos ídolos. Em menos de quinze minutos de show, três pessoas já haviam desmaiado e sido levadas aos bastidores do Chevrolet. É que muitos estavam há horas sem comer e sem descansar, empenhados em garantir seu espaço no gargalo do palco.
No repertório, Evanescence foi dos hits clássicos e atemporais aos sucessos mais recentes. E a ordem cronológica de lançamento das músicas não impediu que todas fossem acompanhadas pelo enorme coro uníssono dos fãs, que sabiam decoradas todas as letras, sem excessão. Até mesmo os singles mais novos, como What you want, My heart is broken e Lost in Paradise eram acompanhados em peso. Quando Amy sentou-se ao piano, o momento ápice: os fãs foram ao delírio, com direito a gritos, pulos e mãos para cima, especialmente durante o hit Lithium. “Obrigada!”, arriscou a cantora.
Na plateia, os looks de tonalidade escura eram predominantes. Meia calça, tule, renda, babados, botas, tênis, coturnos e sapatilhas. A maquiagem também seguia o estilo mais carregado. Sem esquecer das camisetas temáticas que registravam a presença dos fãs na turnê – que já passou por Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, e segue para Fortaleza, no sábado.

Carolina Chamorro é de São Paulo e trabalha em Suape, fã do Evanescence - Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press

Julie Cardoni e Anna Cantarelli curtindo o show. Ana está acompanhando a turnê e já coleciona as pulseiras dos shows - Crédito: Nando Chiappetta/DP/D.A Press.











