Frejat nos trouxe a tal da felicidade…
Bastava um par de sandálias confortáveis e uma boa companhia para aproveitar o máximo do que Frejat pode oferecer em sua passagem pelo Recife. E ele não ofereceu pouco. Logo de cara, o título de sua turnê foi abençoado na escolha, chamando-se A tal da felicidade. E tirando do bolso do terno – sim, ele se apresentou em traje elegante – um repertório também abençoado em sua seleção, o cantor fez 1h30 de show parecer pouco para o público do Baile Perfumado nesta noite de sexta.
Para começar, muitos se perguntavam por que A tal da felicidade batizava a turnê. E entre uma música e outra, Frejat explicou: o título foi retirado de uma canção de Gonzaguinha, que ficou famosa na interpretação das Frenéticas, chamada A Felicidade Bate à Sua Porta. Na letra, uma ode à satisfação e às realizações. “De que importa a Mula Manca, se todos querem a Dona Felicidade?”, ressaltou o artista ao entoar a faixa. E aproveitou para recomendar o filme Gonzaga – De Pai para Filho, aos que ainda não o tivessem visto nos cinemas.
Frejat foi bastante simpático e interagiu com os fãs dando explicações antes de cada música, ressaltando as de que mais gostava e as que possivelmente eram as mais aguardadas. Começou cantando Palco, de Gilberto Gil, e terminou cantando Exagerado, de Cazuza. Entre estas duas faixas, 1h30 de show – da 1h às 2h30 da madrugada. Entre as tocadas estavam Você, de Tim Maia; Ainda é Cedo, de Legião Urbana; Mais Uma Vez, de Renato Russo; Malandragem Dá Um Tempo, de Bezerra da Silva; além de outros hits como Malandragem, Adivinha O Quê, Segredos, Por Você e Amor Pra Recomeçar.
Cumprimentou os recifenses da entrada à saída do palco, elogiando a receptividade local e aproveitando para desejar feliz ano novo antecipadamente. No gargalo, a mulherada se desfazia em gritos e acenos para atrair sua atenção. Cordial, Frejat retribuía com classe ao dar sorrisos discretos, e ainda se aproximava da plateia com seu violão em mãos.
Destaque para o show de abertura, protagonizado por Gleison Túlio, que conquistou seu espaço na noite. Ele subiu ao palco por volta da meia-noite e tocou hits que passearam de Coldplay a Nação Zumbi. Viva la Vida, Can’t Stop, A Praieira, Noite do Prazer e outras nacionais e estrangeiras cujas letras moram na boca do público mais eclético. Antes de Gleison Túlio e nos intervalos para troca e ajustes de palco, o DJ Magal comandou a festa – também com excelente seleção musical que foi de Rita Lee a Marina Lima.
A organização da casa cuidou de detalhes fundamentais à ordem durante o show. Seguranças no gargalo do palco garantiram que os mais exaltados não tirassem as camisas fora, apesar do calor. Sacolas plásticas foram distribuídas em alguns pontos do ambiente, suprindo em parte a necessidade de lixeiras que já comentamos em outros eventos por lá. A entrada e saída dos convidados foi livre de confusões, com táxis à vontade para quem quisesse voltar para casa.
Anotados por lá rostos conhecidos da cena musical alternativa da cidade e já carimbados como presenças garantidas em boa parte das performances no Baile Perfumado: João Marinho, Daniel Coelho e Rebeca, Patrícia Suassuna, André Porto, Cyntya Verçosa, Antônio Campos e outros. Confira alguns cliques:











