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A repercussão da entrevista do governador

Capa da Revista Época desta semana, com destaque para Eduardo Campos no alto da página – Foto: Reprodução

Teve grande repercussão a entrevista do governador Eduardo Campos na revista Época, no fim de semana. Ele ganhou destaque, inclusive, na capa da revista. Todos os jornais, blogs e mídias sociais do país envolvidos com política repercutiram a seguinte fala de Eduardo: “Estarei com ?Dilma em 2014”. Mas no final das contas se esperava mesmo era um perfil do governador, já que o tarimbadíssimo jornalista Luiz Maklouf Carvalho passou algumas semanas no Recife entrevistando mais de 20 pessoas, entre políticos e familiares. Esteve até no Tribunal de Contas do Estado atrás de informações. Ou seja, o perfil ainda pode estar por vir…

Eduardo Campos – Foto: PSB/Divulgação

Na revista que está nas bancas, o governador declarou que não será candidato a presidente e que, apesar de ser amigo do senador mineiro Aécio Neves, não apoiará o PSDB nas eleições. Mesmo assim, quem conhece Eduardo, sabe que ele não foi taxativo e deixou uma brecha para escapar, caso precise. É o estilo: “disse mas não disse”, “vai mas não vai”. Segue um trecho da entrevista:

ÉPOCA – Por que o senhor quer ser presidente da República?
Campos –
 Quem lhe disse isso?

ÉPOCA – O senhor quer? O senhor tem esse sonho de ser presidente da República?
Campos –
 Deixa eu falar, com toda a tranquilidade: quando quis ser governador, disse às pessoas que queria ser governador. Procure neste país alguém que procurei dizendo: “Quero ser candidato a presidente da República”. Em março de 2005, disse que seria candidato a governador em 2006 (foi e ganhou, no segundo turno, com 65,36% dos votos). Agora eu não disse isso. É preciso saber que, na política, também há pessoas que pensam, sem necessariamente se colocar. E sei o que é que vou viver, esse estresse todo, as pessoas querendo, achando que devo ser, que posso ser, que vou ser, outros olhando de um jeito diferente, ou com uma desconfiança, porque as circunstâncias políticas no Brasil vão, no ciclo pós-Dilma, escolher novas lideranças que pautarão o debate político. Então tem de ter calma. Estou sereno, tranquilo. No dia em que eu vier a querer ser presidente, vou responder a essa pergunta. Mas hoje não.

Author: admin

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