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Réveillon Infinito recebeu 2013 no Arcádia

Não bastasse a queima de fogos particular na virada do ano, o Réveillon Infinito ofereceu uma das mais belas vistas do primeiro nascer do sol de 2013. A escolha do Arcádia do Paço Alfândega como sede possibilitou aos convidados assistirem ao amanhecer mais aguardado do calendário debruçados sobre a sacada do local. O cenário, seguramente, contribuiu para o sucesso da festa, que, por volta das 6h desta terça, ainda mantinha quase 100% de seu público nos salões.

Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

À meia-noite, 2013 chegou com show pirotécnico, ao qual os presentes respondiam com gritos, aplausos e murmúrios de espanto e admiração. Todos foram chamados a comparecer ao piso externo do Arcádia para assistir ao espetáculo, complementado pela visão à distância da queima de fogos da Av. Boa Viagem.

Muitos sentiram falta de uma contagem regressiva mais bem marcada, com aquela tradicional regressão dos últimos dez segundos do ano – o que não aconteceu. Pouco antes da meia noite, o público foi deslocado para a sacada e, enquanto aguardavam a contagem, de repente surgiu nas paredes a projeção de “Feliz ano novo!”, anunciando que 2013 já chegara. Meio confusos, alguns ainda conferiram seus relógios, até que os fogos em Boa Viagem puderam ser vistos e a virada do ano foi confirmada. Em seguida, vieram os abraços entre amigos, os beijos apaixonados e os brindes com champanhe. A ideia da projeção foi bacana e sem falhas de execução, mas seu timing poderia, de fato, ter sido melhor calculado.

Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

Como a balada estava marcada para às 23h da segunda, apenas uma hora antes da virada, o espaço não demorou a ficar lotado. Papaninfa abriu a noite no salão principal com seus sucessos de pop e rock’n’roll. Após a virada, entrou em cena o Samba Rock Club, que deixou o palco por volta das 2h da madrugada. Em seguida, veio o grupo baiano Chicafé, que colocou todo mundo para dançar ao som de sucessos do carnaval de Salvador e de releituras de hits da MPB – até Marisa Monte e Lulu Santos entraram na roda do repertório, que passeou de Gaby Amarantos a Munhoz & Mariano. Quem encerrou a madrugada foi D’Breck, com energia e animação características.

Os baianos do Chicafé – Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

Do lado de fora, os mais jovens se aglomeravam para curtir e-music ao ar livre. Gutto Potter, Igor Numeriano e Victor Coelho comandaram a discotecagem, além do aguardado DJ sueco Marcus Schossow, que foi a atração principal da noite. Por lá, o clima de paquera era evidente, embora predominassem os grupos de amigos bolando coreografias inusitadas na pista e interessados em curtir o som. Os produtores da noite – Thiago Sampaio, Paulo Lyra, Henrique Gomes e o quinteto da Pozitiva – fizeram questão de circular pelos ambientes, sempre verificando a demanda e a prestação dos serviços.

Dj sueco Marcus Schossow – Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

Eduardo Freyre, Eduardo Campelo e Felipe Lucena – Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

A tonalidade branca era predominante não apenas nos looks da mulherada, mas também na decoração assinada por Fabiano Reis, que investiu ainda nos tons de azul, dourado e prata. No teto, lustres com cristais deram um ar glamouroso ao evento. Elogios corriam soltos à mesa de frios do Arcádia, bem como ao jantar servido na área das mesas e camarotes. O sistema open bar também foi regado a fartura, com estresse apenas no balcão de drinks tropicais – onde muitos comentavam que alguns encarregados da preparação dos coquetéis deveriam bater menos papo com as convidadas e, ao invés disso, preparar mais bebidas. A espera fez muitos desistirem de seus drinks e procurarem outras opções de destilados, mais acessíveis.

Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

Crédito: Eduarda Carvalho/Divulgação

Uma boa dica para os próximos eventos do gênero seria a distribuição de mais lixeiras onde depositar os copos e guardanapos usados. Ao final da festa, tudo o que foi descartado se aglomerava pelo chão. Na hora de voltar para casa, a mesma agonia de sempre: a falta de táxis. Quem se preparou para pedir transporte depois das 4h da madrugada já enfrentou dificuldades com os serviços por telefone e com os carros escassos que circulavam pelas ruas. Às 6h da manhã, eram inúmeros os casais e grupos circulando pelas proximidades do Paço Alfândega em busca de locomoção. Uma falha imperdoável, não da produção dessa ou de qualquer outra festa particular do Recife, mas da dinâmica da própria cidade – que pretende receber uma Copa do Mundo já no próximo ano, vale ressaltar.

Author: admin

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