Os detalhes sobre o Museu Luiz Gonzaga

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Museu Luiz Gonzaga. Crédito: Laís Siqueira / DP / D.A Press

A partir do dia 13 de dezembro, os admiradores e as pessoas que desejam conhecer a obra do Rei do Baião poderão visitar o Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife Antigo. Em uma área de 2 mil metros quadrados, o local vai abrigar objetos que pertenceram ao cantor, como sanfona, chapéus, perneiras e roupas, além de contar a trajetória profissional do artista pernambucano.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni, anunciou as novidades acompanhado do presidente do Porto do Recife, Rogério Leão, da curadora e diretora de criação Isa Ferraz, do coordenador geral do projeto, Gilberto Freyre Neto e do secretário executivo de Políticas de Desenvolvimento da SDEC, Felipe Chaves, durante coletiva de imprensa realizada na tarde de hoje.

Crédito: Laís Siqueira / DP / D.A Press

Isa Ferraz e Márcio Stefanni Crédito: Laís Siqueira / DP / D.A Press

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Rogério Leão, Isa Ferraz, Márcio Stefanni, Gilberto Freyre Neto e Felipe Chaves Crédito: Laís Siqueira/DP/D.A Press

Segundo a responsável pela curadoria e direção de criação do acervo, Isa Ferraz, o nome do museu vem da profecia que o sertão vai virar mar. Para escolher o que seria interessante ser mostrado da vida do músico, Isa ressaltou que foi necessário dois anos de pesquisa com especialistas em Gonzaga e antropólogos. “Trata-se de um museu vivo, que está construindo conhecimento e um centro de referência para a cultura sertaneja. O local é democrático e quer falar para todos: de analfabetos até acadêmicos e estrangeiros”, frisa ela. Na entrada do espaço, Isa conta que os visitantes serão recebidos com uma mensagem do sanfoneiro, mas não antecipa os detalhes de como isso será possível.

A equipe de criação envolve nomes conhecidos, como Tom Zé, José Miguel Wisnik, Antônio Risério, entre outros, que ajudaram a indicar os materiais que deveriam ser expostos, músicas que deveriam ser valorizadas, entre outras coisas. Um dos espaços será composto com projeções audiovisuais que estão em processo de produção por cineastas pernambucanos, como Lírio Ferreira, Kleber Mendonça Filho e Camilo Cavalcanti. Haverá, ainda, um “rio” em referência ao São Francisco.

Crédito: Laís Siqueira / DP / D.A Press

As obras do espaço estão a todo vapor Crédito: Laís Siqueira / DP / D.A Press

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Projeção de como o espaço vai ficar Crédito: Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga/Divulgação

O coordenador de projetos da Fundação Gilberto Freyre, Gilberto Freyre Neto, garante que o empreendimento vai provocar intercâmbios culturais entre o Brasil com o resto da América do Sul, além de exercer forte ação educativa a partir do formato museográfico aos visitantes e valorizar a cultura popular pernambucana. Gilberto afirma, ainda, que a infraestrutura de segurança permitirá que Pernambuco receba obras de arte valiosas e grandes exposições internacionais.

Orçado em R$ 97 milhões, o projeto é dividido em dois módulos. O primeiro abrange o museu com vários espaços modernos de última tecnologia sobre o Rei do Baião e uma experiência de imersão no universo do sertão nordestino. Já o Centro Cultural faz parte do módulo 2, com direito auditório, cafés, restaurantes, espaços para convivência e sete territórios temáticos sobre a vida no Sertão, a ser inaugurado no final de 2014. Os valores dos ingressos para conhecer o espaço serão definidos no final do ano, perto da data inauguração. No entanto, Isa garante que serão acessíveis a todos.

Projeção do restaurante do Centro Cultural Crédito: Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga/Divulgação

Projeção do restaurante do Centro Cultural Crédito: Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga/Divulgação

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