Senado aprova nome do novo ministro do STF

Luiz Edson Fachin/TJPR/Div ulgação

Luiz Edson Fachin/TJPR/Divulgação

O plenário do Senado aprovou ontem por 52 votos a 27, a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal. O jurista foi indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga deixada por Joaquim Barbosa.

A aprovação aconteceu uma semana após a sabatina de Fachin na Comissão de Constituição e Justiça que durou mais de dez horas. Para vencer a resistência da oposição, de setores da base aliada e do presidente do Senado, Renan Calheiros,o jurista precisou percorrer gabinetes de senadores em busca de apoio e até colocou num ar um site se defendendo de acusações.

Fica logo uma dúvida: será que ele terá independência depois de ficar devendo este favor tão grande a alguns senadores? É lamentável que um ministro da mais alta corte do país seja obrigado a mendigar votos para ser aprovado. Coisas do Brasil de hoje.

Natural de Rondinha, no Rio Grande do Sul,Luiz Edson Fachin, 57 anos, é professor de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná, Estado onde fez carreira. Na sabatina na CCJ, o futuro ministro precisou responder perguntas sobre um manifesto assinado em apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outro de apoio à candidatura de Dilma Rousseff em 2010.

Aos senadores, Luiz Edson Fachin se apresentou como “progressista” e “cristão”, contrário ao aborto e ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Também defendeu os direitos da propriedade privada e disse que movimentos sociais não podem agir com violência. O indicado também precisou negar irregularidades pelo fato de ter acumulado funções de advogado e de procurador do Estado do Paraná. (com informações do Portal Terra)

 

 

 

Autor:: João Alberto

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