Os desafios de criar um filho sozinho

As famílias nem sempre têm uma configuração tradicional. Pais, mães, tios e avós podem figurar na formação de uma família e, na casa dos Rissato, pai e filho compartilham um laço singular. É que em 2010, quando Juliana, esposa de Renato e mãe de Lucca, à época com 5 anos, faleceu, os dois precisaram lidar com a perda. O acontecimento uniu os dois ainda mais. “Somos só eu e ele agora, né?! Foi uma época difícil, mas somos bem resolvidos quanto a isso”, diz o advogado Renato Rissato.

Lucca e Renato. Crédito: Taís Machado/DP/D.A Press

Lucca e Renato.
Crédito: Taís Machado/DP/D.A Press

Para os dois, datas como o Dia das Mães não são um problema. “Tem a avó, a tia e também tem o pai. A gente usa o dia para celebrar a família”, explica o advogado. Os avós e os tios também fazem parte da vida de Lucca, de 10 anos. “Nas quartas-feiras ele vai para a casa da avó e, quando viajo a trabalho, ele também fica lá. É importante ter o tempo deles”, explica o pai. Já o presente do Dia dos Pais foi comprado com ajuda da namorada de Renato. “Compramos uma caixa de cervejas diferentes e uma camisa. Eu gosto dela e ela me ajudou a escolher os presentes em segredo”, confessou Lucca antes de o pai chegar para a entrevista.

Renato e Lucca, em 2012. Crédito: Alcione Ferreira/DP/D.A. Press

Renato e Lucca em 2012.
Crédito: Alcione Ferreira/DP/D.A. Press

Entre as paixões do pequeno estão o basquete e, quando questionado sobre o que gosta de fazer com o pai, foi a primeira coisa que mencionou. “A gente ama jogar basquete juntos. Também adoro quando ele convida meus amigos e vamos todos juntos para o shopping. A gente vai ao cinema, boliche e depois janta”, conta com um sorriso de orelha a orelha.

Lucca e Renato. Crédito: Arquivo Pessoal

Lucca e Renato.
Crédito: Arquivo Pessoal

A gastronomia, inclusive, é uma das paixões que une pai e filho. “Todo restaurante que eu vou, levo ele. Ele gosta não só de comer besteira, mas também adora comer pratos mais elaborados”, conta Renato. Só uma coisa fica fora do cardápio. “Não pode ter cebola nem ‘derivantes’. Nem se for picadinha”, declara Lucca para a risada do pai.

Lucca e Renato. Crédito: Arquivo Pessoal

Lucca e Renato.
Crédito: Arquivo Pessoal

Para Renato, o filho é fonte de alegrias e muito amor. “Ele é tudo pra mim. Ser pai é um sonho e ser pai dele é muito prazeroso”, se derrete acrescentando que, apesar de Lucca ser parecido fisicamente com a mãe, eles têm personalidades parecidas. “A gente vive sempre muito junto, temos os mesmos gostos. Somos muito companheiros”, conclui o pai, que passou toda a entrevista abraçado ao filho.

Lucca e Renato. Crédito: Taís Machado/DP/D.A Press

Lucca e Renato.
Crédito: Taís Machado/DP/D.A Press

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Autor:: Beatriz Pires

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