“Quem acompanha meu trabalho sabe que gosto de coisas diferentes”, afirma Pitty

A cantora baiana Pitty está trazendo a turnê Setevidas pra o Recife. Esta será a primeira vez que a apresentação, baseada no álbum lançando em 2014, vem para a capital pernambucana. Entre um show e outro, Pitty arrumou um tempinho para conversar com a equipe do Blog João Alberto. Entre os temas do bate-papo estão as mudanças dos trabalhos musicais, a apresentação no Lollapalooza, dublagem de Mortal Kombat X e a apresentação que acontece nesta sexta-feira, no Baile perfumado. Confira as respostas de Pitty:

Créditos: Rogério Grassia/ Divulgação

Créditos: Rogério Grassia/ Divulgação

1)Do seu último trabalho, o disco Agridoce, para o SETEVIDAS, você passou um tempo longe da mídia, da vida pública. Esse tempo foi todo dedicado ao novo disco? Você sentiu que precisava se distanciar para se dedicar 100%?
Não sei se foi muito tempo, na minha cabeça entre o Agridoce e o Setevidas não demorou tanto assim… foi só o tempo de descansar um pouco da turnê e arquitetar o disco novo; composições, formato de gravação, arranjos. É que até sair o disco tem esse tempo de preparação mesmo, mixagem, capa, masterização. Aí às vezes de fora pode dar essa impressão de muito tempo.

2) Agridoce e Setevidas são bem diferentes, você teve medo dos seus fãs não gostarem do novo trabalho?
De forma alguma. Desde o começo sempre deixei bem claro que são duas coisas distintas; uma é meu projeto paralelo e a outra é minha carreira solo. Até por isso, pra não confundir, é que sempre optei por não misturar os repertórios. E quem acompanha meu trabalho sabe que gosto de coisas diferentes, então não houve estranheza alguma.

3) São aproximadamente 20 anos de carreira, você considera que mudou muito nesse tempo? Se sim, o que mudou? Foram coisas necessárias para sua vida no palco e além dele?
Claro que muda, o tempo muda tudo. Com ele vem o aprendizado, a experiência, o vocabulário e a postura mudam. É necessário e saudável, e faz parte do ciclo natural das coisas.

 

Créditos:  Diego Ruahn/ divulgação

Créditos: Diego Ruahn/ divulgação

4) Entre as muitas apresentações que você fez esse ano está a do Lollapalooza, onde você estava dividindo as atenções do público com a banda Foster The People, que se apresentava em outro palco, e mesmo assim teve uma grande presença de público, que entoou  seus sucessos e as músicas de SETEVIDAS. Como você avalia esse show?
Foi muito especial. Esse festival tem uma característica que gosto muito, o público e o line up têm muito a ver com as coisas que eu ouço em casa. Pra mim foi uma honra estar naquele palco e ser tão bem recebida.

5)Você se espelha em algum artista?
Sempre tem gente que nos inspira, em todas as áreas. Não há ninguém específico e há muitos, e isso é bom porque as referências vão se somando e se tornam uma coisa pessoal, e jamais uma xérox.

6)Como foi trabalhar na dublagem de Mortal Kombat X? Foi a primeira vez que você participou de um projeto de dublagem, você teve muita dificuldade? Encararia novamente um projeto assim, de dar voz a um personagem?
Foi uma experiência diferente e que curti muito fazer, na hora foi bem divertido. Se vai rolar de novo eu não sei, eu avalio e aceito cada desafio novo à medida em que eles aparecem e de acordo com as circunstâncias.

Créditos: Rogério Grassia/ Divulgação

Créditos: Rogério Grassia/ Divulgação

7) A Pitty que está no palco comandando os fãs é um personagem ou é inteiramente você?
Sou eu e não teria como ser diferente, porque é um trabalho extremamente autoral. Mas todos temos personas diversas, por exemplo, a médica que é mãe não é a mesma no consultório e em casa com o filho.

8) Você se considera uma feminista?
Claro. Me parece meio ilógico ser mulher e não ser feminista, já que feminismo é a luta por direitos iguais, dignidade e justiça entre gêneros.

 Créditos: Edi Fortini/ DIuvlgação


Créditos: Edi Fortini/ DIuvlgação

9) Como é a sua relação com o público pernambucano?
Maravilhosa. É um público massa, receptivo e carinhoso. Adoro tocar aí.

10) O que os fãs podem esperar da sua apresentação aqui?
É o show da turnê nova e ele está diferente do anterior na questão estética e sonora. Tem mais um músico na banda, tem um trabalho de vídeo e projeções, tem as músicas do disco novo e as antigas conhecidas também. É um show bem completo.

Author: Taís Machado

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