“Ainda sou o mesmo garoto empolgado pra criar”, diz Oswaldo Montenegro

O Teatro Guararapes recebe, esta sexta, às 21h, o novo show de Oswaldo Montenegro. “A Porta da Alegria” estreou em junho, em São Paulo, e agora roda o país em turnê. No novo espetáculo, acompanhado de banda, o cantor mergulha de cabeça em apenas um de seus lados: o trovador. Mesmo com vários shows, Oswaldo abriu um espacinho na agenda para dar uma breve entrevista ao Blog João Alberto. Falou de como se sente a cada novo projeto, do seu trabalho com o músico Mongol e da nova turnê. Confira:

Oswaldo Montenegro - Crédito: Jaqueline Maia/DP/D.A Press.

Oswaldo Montenegro – Crédito: Jaqueline Maia/DP/D.A Press.

– Você já tem várias décadas de estrada. O Oswaldo de hoje é diferente daquele Oswaldo que começou a carreira ainda nos anos 70 ou a essência é a mesma?

As duas coisas. A gente vai mudando, mas tem uma parte que continua intocável.

– Você roda o Brasil agora com seu novo show “A Porta da Alegria”. Ainda se anima e fica ansioso cada vez que começa uma nova turnê? Como lida com o nervosismo depois de tanto tempo de palco?

A empolgação está sempre lá. Essa é a dádiva dessa carreira. Trabalhar com prazer e ser pago para realizar aquilo que faria de graça. Nesse ponto, ainda sou o mesmo garoto empolgado pra criar e achando melhor fazer arte do que qualquer outra brincadeira.

Oswaldo Montenegro. Crédito: Lívio Campos/Divulgação

Oswaldo Montenegro.
Crédito: Lívio Campos/Divulgação

– O show leva o nome da sua música mais recente, gravada com o músico Mongol, com quem você já trabalhou outras vezes. Como foi a parceria desta vez? Como é a relação de vocês dois?

Somos amigos de infância, criados juntos no Grajaú (RJ). Cada um, normalmente, compõe sozinho. Mas quando nos juntamos pra fazer uma canção, é sempre fácil, flui. É um estranho tipo de comunicação. Às vezes parece que nos adivinhamos, quando fazemos uma parceria.

Oswaldo Montenegro. Crédito: Lívio Campos/Divulgação

Oswaldo Montenegro.
Crédito: Lívio Campos/Divulgação

– Este novo projeto inclui músicas inéditas, assim como clássicos da sua carreira. O que o público pode esperar para a apresentação? Alguma surpresa?

Surpresa sempre tem. Quero que o ao vivo seja ao vivo pra valer. Há um roteiro base, no qual rola uma mistura entre músicas que fiz há muito tempo, músicas novas e algumas que fiz para os dois filmes que realizei: “Léo e Bia” e “Solidões”. Particularmente, o que mais gosto deste show é a qualidade dos músicos. O pessoal está tocando muito. Me sinto no palco com momentos de tiete. É bom tocar com gente de quem sou tão fã.

– Qual a expectativa para o show no Recife? Tem uma boa relação com o público pernambucano?

É a melhor possível. Esse é um estado de enorme criatividade. Trabalhei no meu filme mais recente com a Rondó Produções, daí de Recife, e Renato Góes e Mayara Millane, dois atores pernambucanos. A experiência foi maravilhosa. É um lugar que respira arte. Isso gera um público sensível e talentoso.

Autor:: Beatriz Pires

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