Um brinde à música brasileira no Boiler Room do Recife

Por Júlio Cavani do Viver

Gilles Peterson. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Gilles Peterson. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

DJs do Brasil, dos EUA e da Inglaterra celebraram a música brasileira na festa Stay True, promovida pelo projeto britânico Boiler Room no Recife, na noite de ontem, no Forte do Brum. Tudo foi filmado e transmitido ao vivo (confira aqui).

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

O primeiro a subir ao palco foi o DJ pernambucano 440. Ele fez um set bastante eletrônico e pesado, formado principalmente por remixes de músicas brasileiras, diferente do que costuma tocar em festas como A Noite dos DJs Maliciosos e Terça do Vinil. A segundo a se apresentar foi o paulista Tahira, que tocou bastante música pernambucana, principalmente Chico Science e Nação Zumbi. Sons de rabeca, ciranda, embolada, a voz da cantora Renata Rosa e clássicos de cantores como Gilberto Gil (Toda menina baiana) ganharam volume a partir de fortes batidas graves.

Todd Terry e João Morandi. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Todd Terry e João Morandi. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

O DJ inglês Gilles Peterson começou sua apresentação com repente e maracatu, depois passou pelo funk da banda Black Rio e pela disco music de Marcos Valle (Estrelar). Aos poucos, sua apresentação transformou-se em um show ao vivo, com a presença de mais dois músicos, que o auxiliavam com batidas eletrônicas e efeitos, e da cantora Karol Conka. O momento em que a plateia ficou mais empolgada ao longo de toda a noite ocorreu quando ela subiu ao palco e cantou a música Boa noite, que usa trechos de pastoril.

Karol Conka. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Karol Conká. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Karol Conká. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Karol Conká. Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

O também britânico Nightmares on Wax fugiu um pouco dos sons brasileiros e levou à festa um clima de hip hop (instrumental). O paulista DJ Nuts, que é uma referência internacional na garimpagem de raridades, tocou músicas antigas, com ênfase no samba-funk das décadas de 1960 e 1970. O novaiorquino Todd Terry encerrou a festa e acordou o público com um som fortemente eletrônico e retrô.

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

Crédito: Armando Artoni/ Divulgação

No início do evento, por volta das 21h, uma enorme fila foi formada na entrada do Forte do Brum e a maioria das pessoas não conseguiu entrar porque o espaço interno já estava lotado. Alguns haviam sido convidados por e-mail e outros tinham se cadastrado pela internet. O acesso só ficou mais tranquilo depois das 23h.

Autor:: Tatiana Sotero

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