Depois que fui mãe: Carolina Montenegro

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26/04/2016. Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA. Materia especial " depois que fui mae ", do Blog de Joao Alberto. Na foto: Mae Carol Montenegro e filhas Beatriz e Maria.

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA.

Quem vê o sorriso de Carolina Montenegro, não imagina o quão foi difícil para a gerente de vendas largar tudo e investir num negócio que a permitisse passar mais tempo com suas filhas, o Espaço Sementinhas. A equipe do Blog chegou ao local bem no começo da tarde de uma terça-feira e foi recebido em um ambiente com clima de “casa de vó”. As cores, o verde do jardim e o sorriso estampado no rosto de cada pessoa que compõe o espaço é a garantia de sucesso da empreitada de Carol.

Carolina Montenegro era uma típica executiva de sucesso. Aos 30 anos, definia-se como Workaholic, trabalhava em uma multinacional gerenciando uma equipe de vendas, responsável por 14 estados, chegava a passar quatro dias da semana fora de casa. “Minha prioridade era o trabalho. Não tinha hora para largar e era bastante envolvida em tudo que fazia, mas isso era uma cobrança interna mesmo. Para mim, não chegava a ser problema nenhum porque era onde eu me sentia realizada”, relembrou.

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA

Carol é casada com Márcio Cavalcanti dos Santos, um engenheiro civil que na época trabalhava na Angola e voltava ao Brasil a cada três meses. Com  quatro anos de casamento, descobriram a gravidez desejada de Beatriz.“Fiz um teste de farmácia na pracinha de Porto de Galinhas. A minha família estava toda reunida… foi uma gravidez muito festejada”, recordou.

Carol trabalhou até quando pôde. Mais precisamente até as 36 semanas de gestação quando, no dia 1º de setembro, viu Bia pela primeira vez após um parto de emergência. “Ela era bem magrinha e pequena, um bebê prematuro de 2.430 kg. Fiquei aliviada por ela estar viva, foi uma alegria sem fim. Fiquei literalmente sem ar quando a vi, tive até que tomar oxigênio”, recordou com um sorriso no rosto.

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA

A partir daí, a nova mamãe, dedicada em desempenhar seu papel, percebeu que sua rotina não seria mais a mesma, que não conseguiria voltar da licença maternidade com o mesmo ritmo de antes. “Fiquei com medo e ansiosa pensando em como eu iria conciliar as duas atividades”, contou ela. Tentou fazer compensações, mas a ausência da mãe foi muito sentida por Bia. Chegou a perder festinhas de Dia das Mães da escola e sentiu que a primogênita a evitava quando ela voltava de viagem. “Era um dispositivo de defesa para não ficar vulnerável e sofrer de novo com a minha partida”, explicou Carol, que chegou a achar que a filha não gostava mais dela.

Com a segunda gravidez, da filha Maria, em 2012, Carol decidiu fazer diferente. Saiu do emprego e foi empreender. Nas buscas que fez para encontrar um lugar legal para deixar as filhas enquanto trabalhava, sentiu falta de um espaço familiar e com a proposta que ela queria para as pequenas. Foi aí que surgiu a decisão de criar o berçário Espaço Sementinhas, unido o útil ao agradável: o trabalho e um tempo mais tranquilo para conciliar com as duas meninas.

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Crédito: Paulo Paiva/ Esp. DP. Blog JA

Hoje em dia,  com 3 anos, Maria é uma linda menininha de cabelos cacheados que não tem do que reclamar de ausência da mãe. Beatriz, a filha mais velha, com sete anos, reforça essa ideia. ” Bia diz a irmã que eu sou bem mais presente agora, que quando ela era menor, pensava que eu morava no aeroporto”, disse .

26/04/2016. Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA. Materia especial " depois que fui mae ", do Blog de Joao Alberto. Na foto: Mae Carol Montenegro e filhas Beatriz e Maria.

Credito: Paulo Paiva/DP. Blog JA.

Hoje, Carolina Montenegro tem 37 anos e é responsável por 68 bebês lindos que circulam pelo espaço Sementinhas. Além dela, o local conta com 24 funcionários. Cercadas por irmãozinhos menores, Beatriz e Maria passeiam descalças pelo espaço colorido e cheio de brinquedos, que é um verdadeiro paraíso para qualquer criança. Sentem- se como  se estivessem no quintal de casa. E ,assim, Carol vive e revive a primeira infância das filhas todos os dias. “Hoje eu tenho mais tempo para elas. Consigo chegar mais cedo em casa e brincar mais com elas”, concluiu.

Crédito: Paulo Paiva/ Esp. DP

Crédito: Paulo Paiva/ Esp. DP. Blog JA

Confira vídeo com elas:

Autor:: Juliana Freire

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