Pernambucana vai carregar tocha dos Jogos Paralímpicos

Crédito: Arquivo Pessoal/ Divulgação

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Costuma-se dizer que o que diferencia as pessoas é a forma como elas reagem às adversidades. Elas podem se deixar abater ou transformar a situação em oportunidade para se reinventar. Um exemplo de superação é a pernambucana Pollyana Almeida, de 40 anos, de Vitória de Santo Antão, que participará da passagem da tocha do Jogos Paralímpicos do Rio, próximo dia 6 de setembro.  A administradora sofreu um acidente de carro há 19 anos, teve um esmagamento no pé e acabou perdendo dois terços da região. “Fiquei com a vida bem limitada, andava sem muletas, mas o pé tinha úlceras frequentemente e eu sentia muita dor. Até que fiz uma viagem para a Argentina e andei muito, não conseguia tocar o pé no chão. Procurei um médico e ele propôs uma amputação mais alta”, recordou Pollyana.

Crédito: Arquivo Pessoal/ Reprodução

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Mesmo sabendo desde a época do acidente que isso poderia acontecer, Pollyanna ficou muito assustada com a ideia. Procurou um segundo médico e o diagnóstico foi o mesmo. “Tinha dois caminhos: ou ficava com aquele pé e com uma vida limitada, ou fazer a amputação e arriscar uma vida bem melhor”, relembrou. Em dezembro de 2015, Pollyanna decidiu pelo procedimento. Com a ajuda de profissionais, que ela chama de amigos, conseguiu encontrar a prótese ideal e colegas para compartilhar a mesma experiência. “Tenho um grupo no WhatsApp chamado Amputados Vencedores, com deficientes de todo o Brasil, compartilhando seus medos, dificuldades e suas conquistas”, contou.

Crédito: Arquivo Pessoal/ Reprodução

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Já a oportunidade de carregar a tocha dos Jogos Paralímpicos do Rio surgiu para Pollyanna como uma forma de “mostrar para o país que os deficientes também são capazes”. Ela foi escolhida entre cinco candidatos no Brasil. “Participei de concurso interno da empresa em que a pessoa com deficiência física deveria contar sua experiência com algum esporte. Então, falei da sensação de liberdade que sinto ao pedalar, que era uma forma de integração para mim”, recordou e completou: “Todo mundo (familiares e amigos) está muito feliz e ansioso porque é um momento único. É uma oportunidade de estar representando meu país e a superação das pessoas que enfrentam uma deficiência. Mostrar para que somos capazes e não coitados”, contou Pollyanna.

Crédito: Arquivo Pessoal/ Reprodução

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Cerca de 700 pessoas nas cinco regiões participarão da passagem do simbolo paralímpico. Para não fazer feio durante o percurso de 200 metros com a tocha, Pollyana tem uma rotina de atleta. Ela faz musculação três vezes na semana, pilates uma e pedala aos domingos. Ela vai representar Pernambuco no Rio de Janeiro. Extraoficialmente, sabe-se que a participação dela deve ocorrer no dia 6. O trecho que irá percorrer ainda não foi divulgado, mas ela já sabe que será uma das experiências mais felizes de sua vida.

Autor:: Juliana Freire

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