Isabella Taviani fala sobre apresentação em Olinda

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Crédito: Tielle Mello/ Reprodução/ Facebook

A cantora carioca Isabella Taviani desembarca em Pernambuco para apresentar o show da turnê do novo álbum Carpenters Avenue, no próximo dia 30 de setembro, no Teatro Guararapes. Antes da apresentação em Olinda, a cantora de MPB conversou com a equipe do Blog JA para falar sobre a produção do novo disco, que traz 14 faixas do grupo norte-americano The Carpenters. Pela primeira vez, Tavianni, que tem seis álbuns autorais, aposta em um trabalho apenas como intérprete. Confira o bate- papo:

Crédito: Reprodução/ Facebook

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Entrevista>> Isabella Taviani

Qual foi a sua primeira experiência com a banda “The Carpenters”?
A vocalista Karen Carpenter foi minha primeira referência vocal. Achava a voz dela diferente de tudo que já tinha ouvido e daí surgiu a minha paixão por cantar. Já como cantora profissional, fiz um projeto em inglês e as pessoas diziam que o meu vocal lembrava o da Karen e isso me deixou muito feliz já que carrego ela como referência.

Esse é o seu primeiro álbum apenas como intérprete, seria um desafio maior para colocar sua identidade nas músicas?
Foi bem difícil porque sou bem interpretativa. Em muitos momentos, tive que me segurar e cantar de forma mais suave. Foi um exercício para mim colocar suavidade e ainda ser a Isabella. Também não quis mudar muito as canções porque os fãs já estão acostumados com os clássicos cantados de certa forma.

Qual foi seu critério de escolha das 14 faixas?
Não fiquei ligada nos grandes sucessos da banda, fui atrás das músicas que mais adorava cantar. Deixei meu coração mostrar o caminho.

Crédito: Reprodução/ Facebook

Este álbum foi cheio de parcerias, como foi a experiência de produzir em uma gravadora internacional?
Foi um convite de um produtor estrangeiro que me viu cantar em inglês e gostou. Lá, fiz até um dueto da música Sometime com Mônica Mancini, com o teclado de Henry Mancini, que ele mandou como demo para The Carpenters e gravei com Dionne Warwick, que era melhor amiga de Karen Carpenter. Foi uma honra.

Das suas passagens pelo Recife, tem algum momento memorável de alguma apresentação?
Em 2004, no início da minha carreira, fiz uma apresentação voz e violão num teatro da cidade. Quando entrei estava lotado e eu fiquei muito surpresa. A mulher que me contratou era uma fã e eu fui com três pessoas numa equipe pequena porque sentia que ia adorar Recife. Não tinha nem segurança, as pessoas subiam no palco, me abraçavam e me beijavam. Disso nasceu um carinho muito grande com os fãs recifenses.

Tem planos de fazer algum projeto com artistas locais? Algum já te inspirou?
No momento, não estou fazendo nenhuma parceria com artistas locais, mas já gravei uma música do compositor pernambucano Dudu Falcão. Tem a cantora pernambucana Nira Santos, que há oito anos faz shows com o meu repertório e, como recompensa, levei-a para gravar a faixa “estrategista” no meu estúdio, no Rio de Janeiro.

Tem alguma comida ou bebida regional que você adorou ou adoraria provar?
Sou fã de caranguejo e de cachaça, espero matar a vontade quando estiver no Recife.

Autor:: Juliana Freire

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