O problema da obesidade

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A obesidade é considerada um problema de saúde pública, sendo fator de risco para o aparecimento de diversas doenças como o diabetes, pressão alta, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Dados do Ministério da Saúde mostram que 1,9 bilhão de pessoas no mundo estão acima do peso e 600 milhões já são obesas.  Somente no Brasil, os índices atingem mais da metade da população, sendo 59,8% de mulheres e 57,8% de homens com sobrepeso.  

Para o oncologista da Oncomed BH, Dr. Alexandre Fonseca, as principais causas da obesidade são o sedentarismo e o consumo exagerado de alimentos com alto valor calórico e/ou gorduras. “Cânceres como o de intestino grosso, mama, endométrio, rim e esôfago têm sido relacionados à obesidade. Normalmente estão associados a alterações nos hormônios sexuais estrógeno, progesterona e androgênios, além dos altos níveis de insulina”, explica o médico. 

O Brasil é um dos principais apoiadores da agenda de nutrição adotada pela ONU. Recentemente, o país assumiu o compromisso de promover a alimentação saudável, com metas para frear o crescimento do excesso de peso. Ações como o incentivo à redução do consumo de refrigerantes e aumento da ingestão de frutas e hortaliças, foram apresentadas durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, no último dia 14 de março, em Brasília.

A ingestão de alimentos ultraprocessados começa nos primeiros anos de vida. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (2006) sinaliza que 40,5% das crianças menores de cinco anos consomem refrigerante com frequência e 60,8% das crianças menores de dois anos comem biscoitos ou bolachas recheadas. “Mudanças nos hábitos alimentares podem ajudar a reduzir os riscos de câncer. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas e fibras, e devem ser priorizados”, ressalta Dr. Alexandre. “Associado a isso, é muito importante a prática de atividades físicas”, conclui.

Autor:: João Alberto

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